domingo, 6 de dezembro de 2009

Fim-de-semana fantástico!

Como tinha dito aqui, o fim-de-semana de 28 e 29 de Novembro de 2009 foi passado na cidade do Porto. Não que passar um fim-de-semana no Porto seja especial. Embora a cidade seja bonita e tenha muitos encantos, não foi isso que fez deste fim-de-semana um fim-de-semana especial. O que o tornou especial foi aquilo que me levou lá: a Banda Fórum-Filarmónica Portuguesa.

Embora o estágio para o concerto de domingo tivesse início na sexta-feira à noite, por motivos profissionais, só no sábado de manhã é que pude marcar presença. Confesso que estava a contar de ir lá encontrar "vedetas", aquelas pessoas que por tocarem muito bem se julgam superiores aos outros que não têm tanto talento ou que, simplesmente, não vivem da música como eles. Ia bem enganado a este respeito. As pessoas que lá encontrei eram de uma simplicidade e humildade incríveis, eram verdadeiros filarmónicos com um gosto comum pela música. Adorei conviver com pessoas assim, conhecer músicos de Portugal inteiro, inclusivé dos Açores!!!

O sábado foi passado praticamente no auditório do Conservatório de Música do Porto, o local dos ensaios. Das 10h às 13h e das 14h às 17h estivémos a fazer os ensaios para o concerto do dia seguinte. Não imaginam como é impressionante o som que é gerado por 130 músicos a tocar em sintonia. É impressionante! À noite, mais uma vez no auditório do Conservatório de Música do Porto, fomos brindados com um concerto da orquestra ligeira Let's Groove Big Band. Um excelente concerto, intervalado pelas anedotas secas, mas bem engraçadas, do maestro António Alves. Foi um concerto bem interessante.

A noite foi passada num pavilhão disponibilizado para as dormidas e banhos matinais. Quanto a esta noite só tenho a dizer o seguinte: Como é que é possível que alguém possa ressonar tão alto, a noite inteira!!!
Domingo. Ensaio geral de manhã, concerto na Casa da Música à tarde. O concerto foi o culminar de 2 dias (3 para quem esteve presente na sexta-feira) fantásticos. E nada melhor do que ter a Sala Suggia completamente esgotada. Tanto a plateia como o palco estavam completamente cheios. A plateia com umas 1000 pessoas e o palco com 130 músicos filarmónicos e um coro de 150 coralistas. O espectáculo foi, simplesmente, indescritível. Só quem lá esteve é que pode imaginar a grandiosidade daquele espectáculo. Absolutamente inesquecível!

Claro que, para isto ser possível, alguém teve de trabalhar imenso. Tornar um sonho realidade é muito difícil, mas alguém mostrou que não é impossível. Não posso deixar de referir o esforço feito pelo maestro Afonso Alves e todos aqueles que estiveram directamente envolvidos na organização este concerto: António Pinheiro, Maria João, Vitor Dias, Salomão Abreu, Jorge Santos, Júlio Ferreira... E espero não estar a esquecer-me de ninguém. Estou ansioso pelo próximo concerto. :)


EDIT: A Neka chamou-me a atenção, e muito bem, para o facto de me ter esquecido do Sr. Albino Magalhães!!! Como é que eu me fui esquecer! Obrigado Neka.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Animais que alteram o nosso ritmo cardíaco

Na sequência da leitura do texto de um blogue que comecei a seguir há muito pouco tempo, ocorreu-me criar uma nova entrada no meu blogue.

Eu não gosto muito de alguns insectos, especialmente das baratas. Se há insecto que eu considere mais nojento, são as baratas. Aliás, e vendo bem as coisas, qualquer insecto que atinja umas dimensões consideráveis (de grilos para cima), como baratas, gafanhotos, lagartas, libelinhas, louva-a-deus... é praticamente certinho e direitinho que são mal amados pela maioria das pessoas.

Depois há as excepções:
1. Insectos mais pequenos que estes que suscitam o mesmo sentimento de repulsão que os grandes, como as larvas e os aranhiços, por exemplo;

2. Insectos grandes que não metem medo a ninguém. Estou a lembrar-me das borboletas, daquelas que voam de flor em flor (traças e besouros fazem parte do grupo de bichos que me repugnam e, portanto, são a excepção à excepção).

Há ainda outro tipo de animais que, à semelhança de alguns insectos, causam o terror: os répteis. Se há animal que eu detesto são répteis, desde uma simples sardanisca a uma cobra de mais de 20 cm! Eu até posso ser um gajo e usufruir da fama que os homens têm de serem valentes e destemidos, mas que alguns deles me causam uns arrepios, confesso que sim. Se sou medricas? Depende... Se estiver perante uma barata, coitadinha da barata; Se estiver perante uma cobra, fujo como se a minha vida dependesse disso (não será bem assim, mas é quase). :)

sábado, 21 de novembro de 2009

A minha primeira vez

Há meses que tenho este blogue e nunca tinha recebido um selo, ou um prémio, ou um desafio, ou o que queiram chamar. Esta é, portanto, a minha primeira vez (que recebo uma coisa destas). Talvez a razão disso acontecer se deva ao facto de não actualizar isto regularmente e as pessoas verem nisso uma espécie de desleixo e que, por isso, não vale a pena estar a dar atenção. É legítimo. Mas como diz o povo (e muito bem), não há fome que não dê em fartura. E tanto assim é, que acabei de receber 2 desafios praticamente ao mesmo tempo, um da Neka e outro da Cláudia.



Como é natural, isto traz algumas regras (poucas):

1) Seguir as regras deste (como não podia deixar de ser);

2) Avisar os que ganharam este selinho (segue já a seguir);

3) Completar as seguintes frases:

Eu já: Andei a cavalo, sem nunca ter tido lições de hipismo. É verdade, tudo se passou numas férias na República Dominicana, em 2007. Estava lá com a minha menina e com um pessoal amigo e surgiu a possibilidade de irmos dar um passeio a cavalo. As únicas instruções que foram dadas, foi como guiar o cavalo. Puxar as rédeas para o lado direito faz o cavalo virar para o lado direito, puxar as rédeas para o lado esquerdo faz o cavalo virar para o lado esquerdo e para parar o cavalo, bastava puxar as rédeas para trás. Ok, parecia fácil. Mas... Como é que se punha o cavalo a andar?! Ah, uns toques com os estribos na barriga do cavalo. Que rico acelerador! A primeira parte do passeio até nem correu nada mal (tirando a parte da tempestade que se abateu sobre nós assim que saímos do picadeiro - devo dizer que apanhei a molha da minha vida). A segunda parte é que já foi pior. Às páginas tantas, o grupo dividiu-se em dois e o meu cavalo, que devia ter uns conhecidos no grupo da frente, chegou-se a este grupo, enquanto a minha menina e os meus amigos foram ficando para trás, no outro grupo. Como os grupos começaram a ficar bastante afastados, achei que devia esperar pelo outro grupo. Puxei as rédeas para trás, o cavalo parou, mas logo a seguir começou novamente a andar, para acompanhar o grupo de frente. A maneira que eu encontrei de ele não recomeçar a andar foi puxar as rédeas para trás e para um dos lados, de modo a que ele ficasse de frente para as árvores. Porreiro, a coisa funcionou. Entretanto, chega o segundo grupo e eu lá pus o meu cavalo a andar. Então não é que o sacana começa a galopar feito doido?! Ia entrando em pânico. Valeu-me os filmes de cowboys que vi quando era mais pequeno e foi só fazer igual. Bem, só queria que vissem, parecia um autêntico cowboy. Não tive outra hipótese se não ir no grupo da frente, longe dos meus amigos e da minha menina, não fosse o cavalo voltar a galopar. Já nem vou falar na terrível dor de costas com que eu fiquei e que me levaram a passar belos momentos a apanhar jactos de água no jacuzzi.

Eu nunca: Fui multado! Tenho carta há mais de 12 anos e posso orgulhar-me de nunca ter sido multado. Verdade seja dita que tenho feito por isso, embora confesse alguns excessos de velocidade, de vez em quando (mea culpa).

Eu sei: Que tenho muito que aprender e que se não o fizer terei de levar com as consequências. Hoje em dia, não podemos ficar parados no tempo e que, se não nos actualizarmos, rapidamente seremos ultrapassados e considerados "analfabetos".

Eu quero: Ser feliz, pois claro. O que melhor há do que a felicidade? A felicidade pode ser o sinónimo de que temos tudo o que queremos. E se é verdade que queremos sempre mais, se já tivermos o suficiente já é óptimo. Sejamos ambiciosos, sim, mas nada de exageros. Porque tudo o que é demais faz mal.

Eu sonho: Muito! Todas as noites farto-me de sonhar. De manhã, não me lembro de nadinha. Nem sequer me lembro se sonhei! Mas como é normal sonharmos, eu também devo sonhar...

4) Passar o selo a 5 blogues:

Meus Apontamentos

CÁ ESTAMOS e agora???

Histórias e sabores

Um dia, uma Estrela disse...

Barbaridades

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Tempos livres?

Nos últimos tempos tenho estado numa fase um pouco complicada. Os dias de folga escasseiam há duas semanas, pelo menos, e trabalhar de manhã até à noite tem sido uma constante todos os dias!!! Parece incrível como se chega ao final do dia completamente de rastos e a única coisa que queremos é dormir. Claro que antes de ir até ao Vale dos Lençóis ainda há umas formações para preparar, umas pesquisas para fazer... Enfim, aquele trabalho que não conseguimos fazer no local de trabalho. Mal me deito na cama... PLOF, já é só para acordar no outro dia de manhã, cheinho de sono! E logo eu, que nunca gostei muito de dormir, que tenho por hábito levantar-me cedo, agora não consigo. No domingo, que tem sido o único dia em que posso estar até mais tarde a fazer ó ó mas que até há umas semanas atrás o usava para andar de bicicleta, agora é o degredo para sair da cama!!!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Banda Fórum - Filarmónica Portuguesa

No próximo dia 29 de Novembro, a Banda Fórum dará um concerto na Casa da Música, no Porto.

Um concerto que junta em palco mais de 130 músicos, provenientes de 50 filarmónicas, 7 grupos corais, integrando mais de 150 coralistas, ou ainda a participação especial de um corpo de dança seria, por si só, motivo suficiente para aguçar a curiosidade de qualquer cidadão anónimo.

Acrescentar que esse concerto terá lugar na sala Suggia, a mais emblemática sala da “Casa da Música” (Porto), confere ao evento um toque de gala que reforça a convicção de que estamos diante de um mega evento.

A surpresa e admiração aumentam à medida que os contornos deste espectáculo se vão clarificando. Que dizer do facto de grande parte dos músicos nunca sequer se ter conhecido ou tocado em conjunto?

E se dissermos que cada um deles, maestro incluído, pagará integralmente os custos da participação num evento cuja preparação se inicia 3 dias antes do concerto?!

É isto a Banda FORUM! Para quem nunca ouviu falar deste agrupamento singular, dir-se-á, de modo muito sucinto, que nasceu em 2005, no contexto de um FORUM de discussão sobre bandas filarmónicas e que extravasou da simples troca de ideias para a partilha do prazer comum da música feita em conjunto, da forma que só os verdadeiros filarmónicos sabem sentir, mas nem sempre explicar.

Músicos provenientes de toda a parte do país, de inúmeras bandas filarmónicas, trocaram – e já por 14 vezes – o conforto do seu lar, gastaram parte do seu dinheiro apenas para poderem viver a alegria da música, espalhando a admiração e o aplauso incondicional das várias salas de espectáculos por onde tem passado.

Por essa razão, este agrupamento único, composto por filarmónicos de todo o país, que não pode ensaiar senão na véspera ou no próprio dia do concerto, assumiu, com toda a propriedade, a designação de “Filarmónica Portuguesa”, representando e homenageando da forma mais espontânea um dos mais importantes baluartes da nossa cultura – as bandas filarmónicas!

Completa, agora, a banda FORUM, o seu 4º aniversário, e a forma como o celebrará é inequívoca quanto à vitalidade de um projecto que sobrevive sem quaisquer apoios públicos ou privados, mas apenas da força única do sentir filarmónico.

Será no dia 29 de Novembro, pelas 16h30, na Casa da Música, palco de eleição cuja magnitude combina na perfeição com a importância desta iniciativa. Mas bem poderia ser num qualquer outro palco do país, que os filarmónicos tirariam da experiência o mesmo sentido de realização e alegria, como só eles sabem explicar…

Os bilhetes para este concerto estão à venda na Casa da Música e no site oficial da banda em http://www.bandaforum.net

Eu sou um dos músicos que vai estar em palco nesse dia!!! Conto com os vossos aplausos.

Autárquicas 2009 - Resultados

Decorrido que foi o processo eleitoral das Autárquicas 2009 e conhecidos os resultados é tempo de fazer uma previsão do que poderão ser os próximos 4 anos. Para a maioria de vocês isso pode ser pouco importante, na medida em que pouco ou nada vos interessa o que foi/vai ser feito num concelho que, provavelmente, não conhecem: Lousã.

No que diz respeito a eleições locais, geralmente o partido político associado aos candidatos pode não ter um peso significativo na escolha dos eleitores, sendo que a escolha é feita pelo candidato em si e não pelo partido que o representa. Esta é a conclusão a que chego depois de conversa com algumas pessoas. A escolha de um candidato baseia-se, fundamentalmente, no trabalho executado ao longo de um mandato e, na altura de eleições, a avaliação do trabalho realizado nesse mandato é avaliado com os votos. Se as pessoas gostaram, votam novamente no mesmo candidato, se não gostaram, há uma forte probabilidade de ser um candidato diferente a ganhar as eleições.

Nas eleições para a Câmara Municipal da Lousã, o resultado ditou a vitória de Fernando Carvalho, Presidente da Câmara há 1 mandato e meio. Aliás, no concelho da Lousã o PS ganhou com maioria absoluta de 57,42% e mais de 25% de vantagem sobre o segundo classificado, materializando-se em 5 dos 7 mandatos para a Câmara Municipal. É de referir, ainda, a vitória do PS quer para a Assembleia Municipal quer para as Assembleias de todas as Freguesias do concelho.

Olhando para estes anos em que Fernando Carvalho foi Presidente da Câmara, chego à conclusão que, embora ainda haja muito para fazer, muito já foi feito. Aliás, nem podia ser doutra maneira. Por muito que se faça, há sempre mais a fazer. A verdade é que a Lousã com Fernando Carvalho tem seguido uma linha orientadora coesa e coerente e que tem levado ao desenvolvimento sustentado da Lousã, ao contrário do que tem sido afirmado pela oposição, ao dizer que o concelho da Lousã está estagnado!!! Na minha opinião, se há coisa que o concelho da Lousã não vê, especialmente desde que Fernando Carvalho é Presidente da Câmara, é estagnação! Senão, vejamos:
- Variante a Foz de Arouce, uma obra que há muitos anos é necessária e que representa o maior investimento público de sempre feito no concelho;
- Foram construídas as ETARs de Serpins e Lousã, melhorando significativamente a questão do ambiente e levando o saneamento a mais locais, estando previsto alcançar-se os 9x% no final deste mandato;
- Foi construído um reservatório de água com capacidade para 12500 m3, assegurando, assim, o abastecimento de água, quer em qualidade quer em quantidade;
- Foi construído o Hotel Meliá Palácio da Lousã, no qual a Câmara Municipal tem participação;
- Foi construída a Pousada da Juventude, que em conjunto com o Hotel, veio resolver um dos maiores problemas que a Lousã tinha que era a fraca oferta de alojamento, que se resumia a duas pensões, um parque de campismo e algumas casas de turismo rural;
- Foi executada a primeira fase da implementação do Metro Mondego - Construção da Estação/Interface da Lousã - que vem melhorar as acessibilidades da Lousã a Coimbra, reduzindo o tempo de viagem que, actualmente, com as automotoras a diesel demora cerca de 50 minutos;
- Foi feita a requalificação das Aldeias de Xisto. Das sete aldeias existentes na Serra da Lousã, cinco englobam o Projecto das Aldeias do Xisto, o que mostra claramente o desejo em afirmar a Lousã como um destino turístico;
- O Projecto “Lousã: Destino de Turismo Acessível”, único em todo o país;
- Requalificação do parque desportivo, com especial destaque para o relvado sintético do campo de futebol de 7, junto às escolas e para o Pavilhão Gimnodesportivo do Bairro dos Carvalhos;
- Entre tantas outras coisas...

Para os próximos anos, estão previstas ainda mais obras, nomeadamente:
- A construção da nova escola EB 1, 2, 3 da Lousã, que vem responder às necessidades actuais e futuras, uma vez que as escolas existentes estão lotadas (já está em construção);
- A construção do novo Centro de Saúde da Lousã;
- A implementação do sistema de Metro no Ramal da Lousã, etc.

Dizer que, após isto tudo, a Lousã é um concelho estagnado é, no mínimo, estranho e que mais não é do que tentar iludir os mais distraídos para aquilo que foi feito na Lousã. Os Lousanenses é que já não vão nessas cantigas e sabem avaliar o bom e o mau. É certo que nem tudo correu bem. Houve coisas mal feitas mas, no total, acho que o trabalho feito foi bastante positivo. Espero é que os próximos 4 anos sejam, em tudo, idênticos ou melhores ainda do que os 4 anos anteriores, para bem da Lousã, dos Lousanenses e de todos aqueles que nos visitam.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A imbecilidade

No domingo passado estive de serviço numa mesa de voto, a desempenhar as funções de escrutinador. Este post não vem falar dessa minha experiência, até porque não há muito mais que se possa dizer sobre a função de escrutinador do que apenas assinalar os eleitores que votam e proceder à contagem de votos no final do dia.

Vem este post a propósito de situações caricatas, chamemos-lhe assim, que aconteceram na mesa de voto onde estive. E foram duas as situações. Antes de relatá-las, quero dizer apenas que a mesa de voto onde estive foi numa escola primária. À entrada dessa escola, do lado esquerdo, estava um placard com a distribuição dos números de eleitores pelas diferentes mesas de voto (Eleitor n.º 1 a 2500 - Mesa 1; Eleitor n.º 2501 a 3500 - Mesa 2; etc.).

Situação caricata n.º 1: A meio do dia entra um senhor na sala onde eu estava, a barafustar e a ameaçar não votar, porque não sabia em que mesa é que devia votar e que não via informações em lado nenhum! Calmamente, lá lhe foi dito que à entrada da escola estava um placard com essas indicações. O homem lá saiu, a barafustar, e alguns minutos depois voltou, a admitir que, de facto, a informação estava lá. Mas sabem que mais? Disse ainda isto: "Eu sou condutor! Vou atento aos sinais que estão do lado direito da estrada. O placard, em vez de estar do lado esquerdo, devia estar no lado direito! Ou então sou eu que estou a ficar velho." Agora pergunto: Vocês acham isto normal? Tanta gente que foi lá votar, será que a maior parte dos eleitores não conduz? Ou eram quase todos emigrantes no Reino Unido que vieram cá só para votar? Ou os condutores dos milhares de carros que circulam nas estradas não votam? Ou o gajo, no meio de tanta estupidez, teve um acesso de lucidez ao dizer que, se calhar, estava a ficar velho?

Situação caricata n.º 2: A meio da tarde, entra um senhor na sala onde eu estava, também ele sem saber onde era a sua mesa de voto. Por que raio é que as pessoas não olham para a informação que está afixada?! É que nem com luzinhas a piscar à volta a coisa lá vai!!! É simplesmente inacreditável. Mas pronto, seguindo... Chega ele à conclusão que "as listas de eleitores deviam ser ordenadas por ordem alfabética e não pelo número de eleitor"!!! Mas anda tudo estúpido ou é só aos domingos em dias de eleições?

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Brama dos Veados

No sábado passado fui dar o meu passeio de bicicleta semanal. Como não podia ir no domingo de manhã, como é costume, resolvi ir no sábado à tarde. Estava um tempo mesmo bom para a prática do BTT, já que não estava um calor demasiado grande e também não estava frio. Assim mesmo é que eu gosto. Como é também habitual, o destino do meu passeio acabou por ser a Serra da Lousã. Vocês já devem pensar que aqui não há mais sítios para andar de bicicleta sem ser a serra! Não é verdade. Aqui à volta, o que não falta é floresta e mato para explorar. Simplesmente, na Serra da Lousã vêem-se (e ouvem-se) coisas que não se vê em mais lado nenhum.

Setembro e Outubro são meses privilegiados para assistir a um fenómeno interessante: a Brama dos Veados. Que é como quem diz a época de acasalamento. Pois bem, nesta altura, os veados estão mais expostos. Quem for à serra facilmente consegue ver veados. E agora, para além disso, também se conseguem ouvir muito bem. Os bramidos ouvem-se por toda a parte! O meu passeio de bicicleta, no topo da serra, foi acompanhado por estes sons... Muito bom!

Foto retirada de: http://faunaiberica.blogspot.com/2006/09/brama-do-veado.html

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Uma Aventura... No Algarve (Parte II)

Depois do concerto, que decorreu em género de animação de rua lá pela Marina, chegou a hora de irmos jantar. O jantar foi no restaurante Mariscada, que está logo à entrada da Marina. Se a comida era boa, a bebida era ainda melhor! Bebemos um vinho da casa que era uma maravilha! A seguir ao jantar, e porque ainda era cedo, fomos até ao Bar Normandia (também na Marina de Vilamoura), reclamar umas bebidas grátis por causa da publicidade que duas raparigas desse bar nos “obrigaram” a fazer. Elas não nos obrigaram, pronto. Deram-nos apenas uns panfletos e nós, para não fazer a desfeita, não os deitámos fora, como é costume fazer-se nestas ocasiões. E também não fomos lá pedinchar bebidas! Fomos àquele bar porque… calhou, pronto!

No Normandia acabámos por encontrar uma das raparigas que andava a distribuir os panfletos publicitários. Que coincidência! Mais incrível ainda foi descobrirmos que ela era a responsável pelo Karaoke e que… Cantava muito bem! Como é óbvio, mostrámos os nossos dotes vocais. Pelo sim, pelo não, esperámos quase até à hora de fecho, quando praticamente já toda a gente se tinha ido embora. Não porque podíamos estragar o negócio do bar ao espantar a clientela toda, porque nós até cantamos bastante bem, mas para evitar o magote de gente que ia surgir para nos ouvir.

Nesse bar, estava uma máquina de jogos que eu nunca tinha visto. Era uma máquina de dar murros. A gente metia uma moeda, descia uma espécie maçaneta semelhante à que os lutadores de boxe usam para treinar, mandávamos um murro naquilo e a máquina calculava a força do murro. Antes de sairmos do Normandia, fomos experimentar a máquina. Cheguei à conclusão que sou um cavalheiro, de tão gentil que fui para com a máquina. Não sei que raio é que o T. fez, mas levou uma valente “truxada” da maçaneta na cabeça que o ia ajoujando! No final da noite, disse o T. que levou uma valente malha da máquina. Resultado: um galo na cabeça e um dedo quase esfacelado, ou seja, T. 0 – 2 Máquina de Murros.

Depois do Normandia, onde é que fomos? Passámos pelo Casino de Vilamoura ver como era aquilo. Não sei o que é que se passava na discoteca do Casino, mas quando nos pediram 20 euros a cada um demos logo meia volta. Passámos a ronda pelas máquinas, andámos a ver o pessoal a jogar Poker e saímos. Por acaso, passámos à frente de um bar de striptease e… Fomos lá ver como era aquilo.

Nunca tinha entrado num bar de striptease e, portanto, não sou grande conhecedor dessa realidade, mas fiquei com a sensação de que era um bar muito fraquito! As gajas (porque eram mesmo gajas, não é?) eram mal “enjorcadas” e os strips deixavam muito a desejar. Em primeiro lugar, escolhemos mal a mesa. Entre a nossa mesa e o palco para o striptease estava um valente pilar (e eu sublinho a palavra pilar, para que não pensem que me estou a referir ao varão) que nos tapava a vista toda. Em segundo lugar, as tipas mal acabavam de se despir, em vez de ficarem ali um bocado a mostrarem-se, fugiam logo lá para dentro para se vestirem! Como não podia deixar de ser, também aqui se passou uma cena engraçada. Estava o R. a fazer um cigarro (ele fuma tabaco de enrolar) e passa uma das gajas a perguntar se era haxixe. Vai logo o T.: “Não é «haxixe», é «há chicha»!” Posto isto, e porque já era tarde e não estávamos ali a fazer nada, fomos dormir.

Uma Aventura... No Algarve (Parte I)

Na passada sexta-feira fui até Vilamoura. “Ah, mas que bela vida, sim senhor!”, devem pensar vocês. De certo modo, até se pode dizer que sim, muito embora esta ida ao Algarve (ou será Allgarve? – isto agora até me confunde) não se tenha devido propriamente a passeio. Tudo isto aconteceu por causa de um concerto que a minha banda foi lá dar. Por incrível que possa parecer, já tocámos em muitos sítios, inclusive em Espanha, mas nunca tínhamos ido ao Algarve. Acho que, só por isso, o acontecimento merece destaque. Este post vem a propósito disso e pretende relatar algumas das coisas que se passaram por lá.

Como é hábito, um serviço com a banda é sinónimo de boa disposição e umas valentes gargalhadas. Claro que, na esmagadora maioria das vezes, as gargalhadas têm origem nas coisas mais estúpidas que se possam imaginar. Ora, para não perder ritmo e entrar logo no espírito, as idiotices começaram quando ainda estávamos a arrumar as coisas no carro. Às páginas tantas, e depois de alguns minutos no “isto vai aqui, isto cabe ali…”, o C. sai-se com esta: “Isto não vai pior ir.” Só isto! Eu não percebi o que é que ele quis dizer com aquilo. Fiquei a pensar que era estranho, àquela hora, ele já não estar a dizer coisa com coisa, mas não disse nada. O R., que também se apercebeu desta calinada, chegou-se ao pé do C. e perguntou-lhe: - Olha lá, o que é que tu queres dizer com “não vai pior ir”?! Traduz isso para português, isso não faz qualquer sentido!!!

Bem, foi a explosão de riso! Parecíamos uns tolinhos a rir desalmadamente na rua. Claro que esta expressão dominou estes dois dias. Volta e meia, “isto não vai pior ir”. Na ida para baixo ainda tentámos arranjar algumas justificações ou algumas aplicações possíveis e com algum sentido para a expressão “isto não vai pior ir”. Não conseguimos. Sempre que pensávamos nisto era só rir.

A meio do caminho tivemos que fazer um desvio para ir apanhar o Z., que tinha ido passar uns dias ali para o pé de Mafra. Pudemos constatar que a malta daquela zona já anda a trabalhar afincadamente para o Deus Baco. Era só tractores carregadinhos de uvas, direitinhos à Adega Cooperativa não sei de onde.

Horas mais tarde, chegámos a Vilamoura. O nosso concerto ia ser na Marina de Vilamoura e, portanto, tínhamos instruções para, quando lá chegássemos, falar com o porteiro da Marina, de modo a podermos entrar com o carro lá para dentro. Com a ajuda do GPS, a entrada da Marina foi fácil de encontrar. O problema começou quando lá chegámos. Parámos o carro à entrada, junto à casinha do porteiro mas… Porteiro, que é dele? Cancela fechada… E agora? Umas buzinadelas, para ver se aparecia alguém… Nada! Foi então que o C. teve a brilhante ideia de irmos à volta, na tentativa de entrar pelo outro lado da Marina. De facto, a Marina tinha outro lado, mas nesse lado não havia entrada alguma!!! Boa C.! Lá voltámos nós à verdadeira entrada da Marina. Como não havia ninguém e a cancela permanecia fechada, telefonámos à pessoa da organização encarregue de nos acompanhar, a explicar o que se estava a passar. Lá nos disseram que devíamos carregar num botão para falar com alguém da segurança. Outro problema: Mas qual botão?! Andámos ali à volta da cancela, à procura de um botão, mas o botão teimava em não aparecer! Foi então que apareceu uma senhora de carro. Queria entrar na Marina e nós tínhamos o carro a atravancar tudo! Finalmente, descobrimos onde é que estava o botão que devíamos usar para falar com a segurança. Estava uns dois ou três metros antes da cancela, do lado esquerdo…

(Continua…)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Impossibilidade de seguir o blogue

A Peanut Butter informou-me que não está a conseguir seguir este blogue porque, supostamente, "o proprietário do site bloqueou a sua adesão ao mesmo"!!! Não compreendo o que se passa, uma vez que eu não bloqueei nada! Alguém tem alguma ideia do que é que se poderá estar a passar? O que é que eu posso fazer para alterar esta situação?

Debate para as legislativas 2009

Vocês viram o debate entre Manuela Ferreira Leite e Jerónimo de Sousa? Foi só impressão minha, ou a entrevistadora era tão fraquinha, tão fraquinha, que nem falar sabia?!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Só uma pergunta acerca de pernas...

Ao ver um homem de calções, as mulheres sentem o mesmo que os homens sentem ao ver uma mulher de mini-saia? Ou as pernas dos homens não despertam assim uma espécie de interesse nas mulheres?

sábado, 5 de setembro de 2009

Jornal Nacional da TVI

Estava em dúvida se devia colocar este post, uma vez que o anterior já faz referência à TVI. Desta vez venho comentar a situação do Jornal Nacional de 6ª feira... Já não bastavam todas as críticas àquele pseudo-jornal e agora isto! Que raio, está tudo contra a TVI? Vai-se embora o Moniz, vai-se embora a mulher dele também. Será que isto é algum complot (e como é que isto se escreve?)?

Mas mais ridículo ainda, é atribuírem a culpa disto tudo ao Governo e ao José Sócrates!!! Só pode ser para rir...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Televisão nacional

Hoje de manhã parei ali numa pastelaria para beber um café e para ler as principais notícias do "Diário de Coimbra", um jornal aqui da região. Não pude deixar de reparar na televisão que estava ligada na TVI e no programa que estava a dar, que tinha como apresentadores o Goucha e uma co-apresentadora que eu não sei o nome. Eu pensava que a Júlia Pinheiro era a apresentadora de televisão mais histérica em Portugal, mas depois de hoje, posso garantir que ela foi destronada por esta apresentadora do programa da manhã da TVI!!! Como é que é possível conseguir assistir a uma coisa destas?! Será que a TVI tem pessoas a ver este programa para além dos espectadores que vão a pastelarias de manhã? Eu acho que se tivesse que viver a ver aquele programa depressa arranjava maneira de me suicidar! É inacreditável como é que um programa daquela natureza está a ser difundido para todo o Portugal e para o estrangeiro. Será que não há ninguém que ponha fim a este atentado à sanidade mental das pessoas?! É que é francamente mau. Digam àqueles senhores, por favor, que há coisas muito melhores para passar na TV do que estes programas de «uma asneira que eu não ouso escrever».

Podia agora falar dos programas que davam quando eu era ainda um rapazito pequenito e que podiam muito bem ser revisitados, mas acho que é melhor não, para não abafar esta chamada de atenção.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Regresso das férias

O regresso das férias é sempre sinónimo de trabalho e saudades da boa vida. Uma coisa boa no regresso das férias, se é que é possível existir alguma coisa boa com o fim das férias, é poder rever pessoas e sítios que já não víamos há, pelo menos, uma semana (neste caso, duas). Com isto, inclui-se as visitas aos blogues dos nossos "amigos". O grande problema disto é a dificuldade que existe em nos actualizarmos e lermos tudo aquilo que foi escrito enquanto estivemos ausentes, lá para os lados do "bem bom". Os últimos dois dias de presença na Internet foram marcados pela actualização de blogues, fóruns, e-mail...

Com a chegada do final das férias, e porque já não vou ter mais férias até ao ano que vem, vou poder, finalmente, dedicar mais um tempo aqui ao meu estaminé. Não é só a minha presença nos vossos blogues que é importante. Isto aqui também é, pelo menos para mim.

Espero que as vossas férias tenham sido boas e, para os que ainda estão de férias, uma boa continuação e... Cuidadinho com o sol.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Férias

E lá vou eu de férias outra vez! Isto de ter que gozar os dias de férias praticamente todos seguidos é uma chatice. Depois ando um ano inteiro a penar!!! Eu volto depressa (sim, porque as férias passam que é um instante).

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Produtores vs Distribuidores

Um dos assuntos ao qual tenho dedicado alguma reflexão nos últimos tempos é a relação entre Produtores e Distribuidores e que agora vem à baila por causa das manifestações feitas pelos agricultores do Baixo Mondego.

Não sei se já se aperceberam mas, de há algum tempo a esta parte, tem sido dado a conhecer, pela comunicação social, as preferências dos consumidores pelos produtos de marca branca ou pelos produtos cuja marca pertence exclusivamente ao hipermercado que a vende. Junto a este facto vem outro que diz respeito aos preços extremamente competitivos destes em comparação com um mesmo produto de outra marca. Para o consumidor é óptimo que assim seja, uma vez que tem à sua disposição um produto com alguma qualidade a um preço reduzido. Afinal de contas, é isto mesmo que todos nós procuramos: um produto com qualidade ao mais baixo preço.

No entanto, é importante saber e perceber como é que isto se consegue. Como é que é possível que um hipermercado consiga vender um produto com a sua marca a um preço muito mais baixo do que o produto de outra marca? Não é só o nome da marca que está em jogo. O segredo da coisa pode estar no acordo efectuado com os produtores que fornecem os produtos para esse hipermercado. Isto é bom porque, deste modo, os produtores asseguram o escoamento dos seus produtos. Se assim não fizessem, dificilmente conseguiriam vender os seus produtos.

O problema disto divide-se, basicamente, em duas questões:
  • Para conseguir preços altamente competitivos, muitos dos produtos à venda nos hipermercados são importados. Ao importar esses produtos, consegue-se, assim, oferecer produtos mais baratos. O consumidor agradece. Mas isto leva-nos ao outro lado da questão;
  • Os agricultores portugueses sofrem com isto, uma vez que os custos de produção são mais elevados do que em outros países. Porquê? Talvez devido a cargas fiscais, preços mais elevados dos combustíveis, poucos apoios, etc. Com custos de produção mais elevados, os produtores portugueses não conseguem competir com a concorrência dos outros países. O que podem eles fazer? Como eu ouvi há dias nas notícias, vender as máquinas e candidatarem-se ao Rendimento Mínimo Garantido.
Para Portugal, esta situação é gravíssima, uma vez que não se está a acautelar o sustento autónomo do país. Se um dia, por qualquer motivo, não conseguirmos importar os produtos que agora importamos, como vai ser? Por essa altura já não temos produtores, uma vez que eles sucumbiram todos à concorrência importada. Estamos em crise, é verdade, mas se não cuidarmos do nosso próprio sustento poderemos ficar numa situação bem preocupante. E não é coisa que aconteça só aos agricultores. Os pescadores vivem os mesmos dramas. Aqueles que arriscam a vida para nos trazer o que comemos são os que menos lucram! É impressionante a evolução que, por exemplo, o preço do peixe tem desde que sai das traineiras até chegar ao consumidor final! Não seria de extrema importância haver alguma entidade que controlasse a evolução dos preços nos vários intermediários? Eu acho que seria preferível os preços serem mais elevados à saída da linha de produção mas com uma evolução dos preços pelos diferentes intermediários numa percentagem mais reduzida, de modo a que isso não se reflectisse no preço final.

E já agora, para reflectir também, aqui ficam duas questões:

- O que acham desta campanha bem agressiva dos hipermercados Modelo/Continente?

- Com estes hipermercados a abrirem em tudo quanto é lado, haverá o risco de se estar a criar um monopólio?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A típica desculpa...

... da falta de tempo. Eu peço imensas desculpas por andar completamente ausente da blogosfera. Já não estou de férias, mas a disponibilidade para vir aqui é praticamente nula. Aproveito apenas para desejar a todos umas excelentes férias que, acredito, são bem merecidas. Aproveitem para descansar ao máximo e rejuvenescer o espírito. Volto assim que puder.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Michael Jackson...

... Patinou! Não que eu fosse um grande fã dele, mas confesso que os primeiros sucessos dele foram um estrondo que, ainda hoje, se ouvem bastante bem. Embora com todas as suas excentricidades (mais do que exageradas), acabou por ser uma referência na música.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Rescaldo do VI Festival Internacional de Dixieland - Cantanhede 2009

Bem, estes 4 dias passados em Cantanhade foram qualquer coisa de extraordinário. Para além dos espectáculos que são isso mesmo, um espectáculo, o convívio com os outros músicos é extremamente enriquecedor, não só no que diz respeito à música, como a nível de experiências de vida e o contacto com outras culturas e outras maneiras de ver o mundo. Deixo-vos aqui um pequeno resumo do que foi este VI Festival Internacional de Dixieland.

1º dia:
À semelhança das edições anteriores do festival, houve concertos pelas várias freguesias e principais praças de Cantanhede. A ideia da organização é difundir e levar a mais pessoas este tipo de música e tentar não centralizar demasiado o festival. À minha banda calhou ir tocar na freguesia de Bolho. Estava bastante calor, mas o telheiro que lá estava deu bastante jeito, já que nos permitiu tocar à sombra. No final, tivemos direito a um bom lanche.

À noite, como cabeça de cartaz estava a Lúcia Moniz. Assim, a abrir os concertos na Tenda Dixie estiveram os checos Brass Band Rakovnik (o percussionista era um "ganda maluco").


A seguir subiram ao palco os franceses Les Zauto Stompers, depois os portugueses Dixinaza Jazz Band e, por fim, os também portugueses Dixie Boys. Foi com estes últimos que Lúcia Moniz cantou. Foi pena que só tenha cantado 3 músicas, a acabar os concertos da primeira noite. Para além de já ser muito tarde, acabou por saber a pouco.

2º dia:

A minha banda tocou em Cantanhede, na Praça Marquês de Marialva. Estava bastante mais gente a assistir ao concerto do que no dia anterior, no Bolho. À nossa volta havia montes de gente e isso é uma motivação extra para nós.


Mas este segundo dia ficou marcado pela triste figura que a Paula Oliveira fez, ao recusar-se a realizar o concerto com a banda Cottas Club Jazz Band, como estava programado, fazendo subir consigo ao palco, músicos que ela prórpia convidou. Perante o que se passou, pouco mais há dizer se não lamentar que haja pessoas que têm a mania que são vedetas e que pensam que podem fazer tudo aquilo que querem só porque acham que têm estatuto. Aquilo que se passou na 6ª feira foi realmente lamentável e mostrou claramente a artista que Paula Oliveira é (ou não). Triste foi também o espectáculo que ela deu, que em nada se assemelhou ao jazz tradicional, e que gerou algumas críticas entre alguns músicos participantes no festival. Lembro-me de ter visto alguns músicos de uma banda estrangeira a dormir enquanto a Paula actuava. E não fiquei nada surpreendido! Já agora, só uma pequena história engraçada do que se passou com a Paula Oliveira: no final da sua actuação, enquanto apresentava os músicos dela, referiu que o piano que se encontrava no palco estava um pouco desafinado e que o seu músico estava habituado a tocar num piano de cauda e aquele não tinha cauda. Enfim, tentou encontrar defeitos para não admitir que tudo tinha sido perfeito (teria sido tudo perfeito não fosse a sua atitude miserável). Logo a seguir, quando os apresentadores Raul Calado e José Duarte subiram ao palco, achei brilhante a intervenção de José Duarte ao dizer que vinha ali "em defesa dos pianos que, coitados, não têm cauda e não têm culpa nenhuma disso". Simplesmente hilariante!

Quanto ao facto do piano estar desafinado, tenho de dizer que não me surpreende, dadas as temperaturas que se vivem dentro da tenda. À noite, a temperatura até é agradável, mas durante o dia está um calor enorme lá dentro (e quem lá esteve a fazer o checksound soube o que isso era) e, portanto, é normal que o piano desafine um bocado. É ainda de referir que na tarde de sábado, quando fomos lá fazer o checksound para o concerto da noite, estava lá um senhor a afinar o piano...

Mas isto ainda não ficou por aqui, já que à tarde, quando se preparavam para fazer o checksound, não quiseram usar a bateria dos Dixie Gringos porque, supostamente, esta não servia. Devia ter umas peles diferentes das outras baterias ou qualquer coisa do género que fazia com que a bateria não fosse suficientemente boa para ela. Assim, ficaram à espera durante um bocado por uma bateria que estava quase a chegar mas que, sabe-se lá porquê, acabou por não chegar. Decidiram, então, usar a bateria que era dos Dixie Gringos sem pedir autorização. Valeu a boa vontade do baterista dos Dixie Gringos (Rui Lúcio).

Depois deste pequeno "atraso" no início da noite, foi a vez dos Dixie Gringos (de Coimbra) subirem ao palco para mostrar à Paula Oliveira o que era o Dixieland. Gostei particularmente de uma piada que eles mandaram, ao dizer que este ano o festival contava com a presença da Lúcia, da Jacinta... e que só não estava o Francisco mas estava a Paula Oliveira e que, talvez para o ano, lá estivessem mesmo os 3 pastorinhos. Ou seja, a Paula Oliveira deve ter saído de Cantanhede com as orelhas quentes.

Depois dos Dixie Gringos, vieram os New Orleans Dixielandband (austríacos, penso eu). Achei que o sousafonista abusava nos efeitos (semelhante às aceleradelas de uma mota), mas que não deixava de ser engraçado.


Por fim, os Cottas Club Jazz Band (do Bombarral) que deveriam tocar com a Paula e acabaram por tocar só eles. Havia algum receio da parte deles (e com razão) de que o concerto pudesse ser um fracasso, já que o concerto deles era suposto ser o ponto alto da noite e havia a hipótese disso não acontecer. Acabou por não acontecer, e o espectáculo foi bastante bom. No final do concerto houve uma jam session com alguns músicos participantes.

3º dia:

O sábado foi o dia que teve mais concertos, que começaram logo de manhã. Neste dia a minha banda só tocou na Tenda Dixie. À tarde, por volta das 16h, fomos para a tenda fazer uma sessão de sauna e aproveitámos também para fazer o checksound para o concerto da noite. Na minha opinião, esta foi a melhor noite do festival. Começou com a minha banda (Astedixie Jazz Band), que esteve em palco quase 1h.

Pode parecer que estou a ser convencido ao dizer que esta foi a melhor noite e que foi a noite em que a minha banda tocou na Tenda Dixie, mas a verdade é que os espanhóis Los Krokodillos, que tocaram a seguir, são uma banda absolutamente fantástica! O banjista deles (Mikha Violin) deixa-me completamente hipnotizado. O gajo toca que se desunha e até lhe disse que o nome dele estava errado, que devia ser Mikha Banjo.

O momento alto da noite estava reservado para o final, quando as Alice in Dixieland subiram ao palco. Esta banda destaca-se por ser formada inteiramente por mulheres, o que é raro ver no panorama do Jazz Tradicional. E já que se tratava de uma banda composta só por mulheres, quem melhor para fazer companhia do que a Jacinta? Aquela que é um ícone da música jazz em Portugal não deixou créditos por mãos alheias e deu um espectáculo incrível. Não foi um concerto de música dixieland no seu estado mais puro, mas foi bastante agradável!

No final dos concertos, houve lugar a mais uma jam session, onde se juntaram no palco vários músicos das bandas presentes no festival. Nada melhor do que acabar em grande uma noite excelente.
4º dia:

Último dia do festival. A minha banda foi tocar a Cadima às 11h30. Depois de uma noite que acabou quase de manhã, não foi fácil levantar cedo, mas lá conseguimos. Quem diz que dormir pouco faz mal deve estar enganado, pois o nosso concerto correu muito bem, com muita gente a assistir. No final do nosso concerto os músicos da banda filarmónica de Arazede ainda apareceram por lá. Cadima estava em festa e a Filarmónica de Arazede lá andava a fazer o seu serviço. Fez-me lembrar que eu ia faltar ao serviço que a banda filarmónica da Lousã tinha à tarde...

À tarde foi a street parade, que foi a apoteose do festival. Milhares de pessoas a assistir ao desfile das bandas e outros grupos. Nesta street parade, desfilam ainda carros e motas antigas, bandas filarmónicas, escolas de dança... É um espectáculo fabuloso e que, por isso, aparece sempre tanto público! No final, a jam session assistida por um mar de gente. Acho que nunca tinha visto tanta gente no festival de dixieland de Cantanhede como vi neste último dia. Foi absolutamente extraordinário.

Encontro de bandas filarmónicas em V. N. de Poiares

Hoje decidi recuar um bocadinho no tempo e regressar ao dia 1 de Maio de 2009. Neste dia, para além de ser feriado, foi especial por causa de um encontro de bandas que houve em Vila Nova de Poiares e para o qual a banda filarmónica onde toco foi convidada.

Não sei se sabem como é um encontro de bandas filarmónicas, mas certamente que já estão a imaginar do que é que se trata. Trata-se de um evento onde se juntam algumas bandas filarmónicas, no qual as bandas participantes fazem um pequeno concerto, antes ou depois de um desfile e, no final, tocam um ou dois temas em conjunto. No entanto, este encontro teve uma particularidade que acabou por distingui-lo de outros encontros. Para este, foram preparados alguns temas para tocar em conjunto. Qualquer coisa como 11 bandas filarmónicas e perto de 600 músicos a tocar é obra! Quem nunca assistiu a um evento destes, não pode imaginar a grandiosidade que é ouvir tantos músicos a tocar ao mesmo tempo.

Deixo-vos algumas fotos deste dia, só para que tenham uma pequena ideia do que foi este encontro de bandas:



sexta-feira, 12 de junho de 2009

VI Festival Internacional de Dixieland - Cantanhede

Por estes dias vou estar na capital do dixieland, que é como quem diz, no VI Festival Internacional de Dixieland, em Cantanhede. O evento já começou ontem e teve como cabeça de cartaz a cantora/actriz Lúcia Moniz, que cantou com os Dixieboys. Eu até era para lhe pedir um autógrafo, mas como ela também não me pediu um... Fiz-lhe o mesmo. Quem perdeu foi ela. Mas foi um espectáculo bonito, só foi pena ter cantado apenas 3 musiquitas. Mas também se compreende, já era tarde e a malta queria ir para a cama. E para hoje há mais. Consultem o programa e outras coisas em http://www.cm-cantanhede.pt/Dixieland/Home/.

sábado, 23 de maio de 2009

A Autoeuropa e a crise na indústria automóvel

Parece-me inquestionável que a indústria automóvel está a passar por uma crise (a tão falada crise), ao ver os números de carros vendidos constantemente a descer. Ora, se não se vendem carros, não vale a pena estar a construí-los, o que significa que as fábricas trabalhem apenas a uma percentagem das suas capacidades, com tudo o que isso implica (desde a supressão de turnos, diminuição do número de trabalhadores, etc.).

Perante esta situação que é de excepção - e ao dizer excepção quero, com isto, dizer que esta situação não deverá ser permanente - julgo que devia haver uma maior flexibilidade e boa vontade por parte dos trabalhadores. E isto porquê? Porque são eles o elo mais fraco no meio disto tudo. Os administradores, esses, podem estar sossegadinhos (pelo menos, por enquanto) pois os seus postos de trabalho ainda não estão em risco, mas os trabalhadores, esses, estão na mó de baixo, como sempre. A razão deste post vem no seguimento das notícias que têm saído nos últimos dias, que colocam em causa o normal funcionamento da Autoeuropa. Com efeito, a produção nesta fábrica está a meio gás e, portanto, há ali um problema de excesso de recursos humanos para o trabalho que existe. Esta é, pelo menos, a explicação dada para a razão do problema. Para a resolução disto, existem várias soluções que estão a ser discutidas e, uma delas, passa por remunerar como um dia normal o trabalho ao sábado. Ou seja, na prática seria fazer com que o sábado passasse a ser um dia de trabalho como outro qualquer.

É claro que esta medida gera alguma controvérsia mas, na minha opinião, preferia trabalhar ao sábado recebendo como se fosse um dia de semana normal (comigo é isto que acontece - trabalho ao fim-de-semana de duas em duas semanas e não ganho mais por isso) do que sujeitar-me a ir para o desemprego. Dado que esta situação, como já referi, é de excepção e está relacionada com a crise económica mundial, sou de acreditar que, quando tudo isto estiver resolvido, a situação voltará ao normal. A questão é que, neste momento, estamos a atravessar dificuldades que devem ser combatidas e uma das formas de o fazer poderá passar por esta solução, eventualmente em conjugação com outras medidas. Poderá haver quem prefira receber subsídios sem ter que trabalhar, embora já alguém tenha dito que não é esse o desejo dos trabalhadores da Autoeuropa. Se, de facto, não é esse o desejo deles, acho que deviam ter mais em conta a situação grave por que a indústria automóvel está a passar (em especial a situação da Autoeuropa) para não virem, depois, lamentar-se de que foram para o desemprego e que, por isso, estão a passar dificuldades. Hoje não cedem um bocadinho, amanhã desloca-se a Autoeuropa para outro país e depois é ver tudo a chuchar no dedo por ter ficado sem trabalho.

Trazer à baila moralismos de que os administradores é que deviam baixar os seus salários e renunciar às suas regalias não resolve absolutamente nada. Embora seja pertinente falar nisso, julgo que a solução não passará por aí. Esta é apenas mais uma ideologia no meio de tantas outras que apenas serve para nos frustrar ainda mais. Hoje em dia não devemos pensar apenas no nosso bem-estar. Temos que pensar que o futuro poderá não ser risonho e, portanto, é de todo importante mostrar espírito de união. Os trabalhadores, como os administradores e todos aqueles que mandam na Autoeuropa (VW - Alemanha, por exemplo) estão juntos no mesmo barco. Os trabalhadores, se em vez de contribuirem para a resolução do problema passarem a ser parte do problema, não custará nada mandar a Autoeuropa para outro país. E quando isso acontecer, já será tarde demais para voltar atrás.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Procissões

Não sei se já sabem, mas aqui o Nuno toca trompete na banda da Sociedade Filarmónica Lousanense há já alguns anos. Na verdade, entrei na filarmónica quando tinha uns 13 anos, o que quer dizer que já lá ando há quase 17 anos. Às tantas já estão a dizer que eu devo ser doidinho, que 17 anos é muito tempo... Até podem ter razão e eu ser mesmo doidinho, mas quando se está numa coisa da qual gostamos imenso, o tempo não é importante e só é pena que passe a correr.

Bem, mas este texto não tem como objectivo descrever a minha vida enquanto músico filarmónico. O motivo pelo qual estou a escrever deve-se a uma constatação em jeito de dúvida que me assolou o espírito no passado domingo (17 de Maio). Todos os anos, na Lousã, existe uma enorme festa religiosa em honra de Nossa Senhora da Piedade, que move multidões! Esta festa tem início com a procissão que conduz a imagem de Nossa Senhora da Piedade das ermidas que estão junto ao castelo para a Igreja Matriz da Lousã e termina cerca de 1 mês depois com a procissão que conduz a mesma imagem da Igreja Matriz para as ermidas. No domingo passado houve uma procissão que percorre as principais ruas da vila, durante mais de duas horas! Ora, ao longo do percurso, pude ver várias colchas e toalhas penduradas nas janelas de algumas casas. Confesso que já tinha visto isto, mas nunca reflecti sobre isso! Não sei por que motivo as pessoas fazem isto. Aliás, no que diz respeito às procissões, há essencialmente duas coisas que me intrigam:
- Uma delas é este hábito de pendurar toalhas ou colchas nas janelas;
- A outra é as pessoas chorarem desalmadamente quando o andor de algum santo passa à frente delas.
Esta última até tem fácil explicação: as pessoas choram devido à enorme devoção que têm. Quanto a isto não tenho mais nada a dizer, apenas que aceito que cada um tenha as suas convicções e que acredite naquilo que bem entender. Respeito muito isso. Gostava era que me explicassem, se souberem, qual é a razão pela qual as pessoas penduram colchas e toalhas nas janelas quando passa uma procissão!

Casamento do Rafa

Este fim-de-semana foi um pouco diferente do habitual. No sábado fui ao casamento do Rafa, um dos meus grandes amigos. Conheci o Rafa na escola preparatória, quando fui para o 5º ano. Fomos colegas no 5º e no 6º ano, entretanto separámo-nos e, mais tarde, talvez no 8º ou 9º ano voltámos a encontrar-nos. Companheiros de escola, tornámo-nos também grandes amigos, juntamente com outros colegas e, juntos, formamos uma espécie de irmandade. Eu, o Rafa, o Eliseu, o Vaz e o Eduardo. Sábado (16 de Maio de 2009) foi o dia em que o Rafa e a Nice decidiram juntar os trapinhos e, como tal, eu não poderia deixar de estar presente neste momento tão importante para eles. Faço votos de que sejam muito felizes.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Muito tempo se passou desde a última vez...

Como administrador aqui deste estaminé (uau, sou administrador de alguma coisa!), tenho que pedir desculpa pelo estado latente em que isto tem estado. Poderia dizer que isto é propositado para dar aos leitores a oportunidade de reflectirem, sem pressas e com muita ponderação, tudo aquilo que tenho aqui escrito. Isto poderia ser verdade, não fosse o facto de aquilo que escrevo não necessitar de reflexão, por mais pequena que seja! Afinal, que raio de reflexão se pode tirar de um post que fala sobre a barba, sobre os comportamentos que incomodam, sobre se os cães têm pesadelos, etc.? De uma coisa sem jeito nenhum, a única conclusão a que se pode chegar é a de que o autor não diz nada que se aproveite! Mas também isso não seria novidade nenhuma. Estarei, por ventura, a ser demasiado modesto, mas isso deve-se unicamente ao facto de eu não querer ser nenhuma figura pública altamente conhecida e, portanto, há que manter a discrição. É por este motivo que eu não me ponho aqui com altas filosofias, daquelas que fazem parar o mundo, de tão geniais que seriam! Aliás, este post, está a ser um daqueles que serve apenas para "encher chouriços" e, evidentemente, pedir desculpas pelas minhas ausências.

Durante este tempo todo, não estive apenas a trabalhar. Tive também alguns momentos de lazer, que aproveitei bem e sobre os quais falarei num futuro próximo. Nesses momentos de lazer e descanso, aproveitei não só para resolver alguns problemas de Sudoku, mas também para reflectir sobre alguns assuntos. Um desses assuntos está relacionado com as palavras mais esquisitas que são usadas para explicar um acontecimento. Dentre essas palavras esquisitas, destaco as seguintes: Escangalhar, Espatifar, Enguiçar, Catrapázio, Amochar, Arrefinfar, etc. Penso que toda a gente conhece estas palavras e já as usou, pelo menos, uma vez na vida. Sou da opinião de que, se elas existem, devem ser usadas. Aqui, o que está em causa não é a sua utilização, mas sim o quão estranhas elas são. Para além destas, muitas outras existirão e o desafio que eu vos coloco é que indiquem mais palavras assim esquisitas para descrever acontecimentos, objectos, pessoas... Fico a aguardar as vossas respostas.

Apêndice ao post anterior

Depois de ler atentamente as vossas opiniões, cheguei à conclusão de que a barba de 2 dias é como uma espécie de montra, cujo lema é: "Olha, mas não toques". Digamos que a barba de 2 dias é, portanto, uma espécie de alarme. A menos que gostem de umas assaduras...

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Barba de 2 dias

Finalmente, depois de dias e dias ausente, cá estou eu de volta. Sabem que isto de não ter tempo é desculpa universal que serve para justificar muita coisa. Para além de justificar, efectivamente, a falta de tempo, serve também para justificar a falta de vontade ou a falta de outra coisa qualquer se que, contudo, tal justificação pareça mal. Claro que ninguém vai acreditar, mas isto são contas de outro rosário e que, quem sabe, sirva para um futuro post. Depois de dias de intenso trabalho, seguiu-se uma semana de puro lazer, sobre a qual falarei um dia destes.

Para hoje, tenho reservado um tema que muito me intriga e que tem a ver com a barba de 2 dias. Segundo me tenho apercebido, é de opinião de grande parte das mulheres, que uma barba de 2 dias é atraente! Isto é algo que muito me intriga, na medida em que uma barba com 2 dias parece lixa! Falo daquilo que conheço (a minha barba, como é óbvio). A minha barba, com 2 dias, causa um atrito tal que melhor esfoliante para a pele não deve haver. Como é que é possível, assim, que as mulheres gostem de uma barba assim! Uma barba que arranha mais que uma lixa para madeira é de um desconforto tal que mais parece um paradoxo gostar-se de uma barba assim! E isto para não falar no efeito que uma barba de 2 dias tem sobre os colarinhos das camisas... Uma barba com uma semana ou duas, ainda vá. Os pêlos já estão mais macios e o efeito decapante da barba já não se faz sentir, embora ache que uma barba tipo pai-natal é inestética. De modo que eu, no máximo de 2 em 2 dias, faço a depilação à cara...

Claro que a foto não é minha. Eu sou bem mais bonito!!! LOL

sábado, 4 de abril de 2009

Já falta pouco

Eu sei que tenho andado ausente deste meu cantinho, mas o último mês foi para esquecer, no qual só consegui ter 3 dias de folga! Não fosse o facto de receber um ordenado e podia considerar isto como um claro caso de escravidão. Não obstante o ordenado ao fim do mês, as horas-extra não são pagas nem me vão ser descontados dias. Todavia, e porque Abril se adivinha um mês mais calmo, vou conseguir ter uns dias de folga, que vou aproveitar para ir dar um passeio. Volto para a semana, com muitas coisas para contar. Até lá!

sábado, 21 de março de 2009

RTP retira anúncio de promoção à Antena 1


Isto não é normal! A RTP retirou o anúncio de promoção à Antena 1 porque começaram a surgir vozes de indignação. Segundo consta, o referido anúncio sugere diferentes interpretações e, por isso, foi decidido retirá-lo da emissão! Então mas não é isso que se pretende? Desde quando é que é obrigatório as pessoas pensarem todas da mesma maneira? Não será isto uma espécie de censura? Eu posso estar a ser demasiado inocente, mas ao ver este anúncio eu tiro apenas duas conclusões:

1. Com este anúncio, a Antena 1 quer mostrar que está atenta às necessidades e interesses dos ouvintes e procura responder àquilo que os ouvintes querem saber.

2. Para além disso, o anúncio aproveita para sensibilizar as pessoas para o uso dos transportes públicos, no sentido de diminuir o trânsito e as complicações que o elevado tráfego traz às cidades.

Perante estas conclusões, resta-me apenas dizer que esta decisão é totalmente absurda e que há por aí muita gente a quem este anúncio lhe faz servir a carapuça. Não vejo mal algum neste anúncio para ser vítima de uma decisão destas. Há gente que não tem mesmo com que se preocupar. Mais areia para os olhos do povo, para que ele se distraia dos verdadeiros problemas que o afectam.

quarta-feira, 11 de março de 2009

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

No passado domingo foi o Dia Internacional da Mulher. Eu ainda não tinha feito qualquer alusão à data apenas por falta de disponibilidade. Será também por isso que eu não me vou alongar muito, no entanto, não queria deixar de dizer duas coisas:
  1. Prestar a minha homenagem a todas as mulheres por tudo aquilo que já conseguiram. É triste olharmos para o passado e vermos como as mulheres sempre foram (e ainda continuam a ser) discriminadas injustamente, apenas porque os preconceitos falam mais alto. Queria ainda dizer que sinto um enorme orgulho em todas aquelas mulheres que conseguem ser mães, trabalhadoras, donas de casa, esposas... tudo ao mesmo tempo e que, mesmo assim, conseguem desempenhar todas estas funções com distinção.
  2. Há dias, numa das minhas idas ao mundo da lua, veio-me à ideia a lei da paridade no Parlamento. O que esta lei propõem é a atribuição de uma quota mínima (que eu não sei qual é) de mulheres no parlamento. Não tenho nada contra isto, nem é sobre a lei que quero falar. No entanto, foi a existência desta lei que me levou a pensar no seguinte: É um facto que o mundo da política está dominado pelos homens. É do conhecimento de todos que a maioria no parlamento é constituída por homens. Não sei se será coincidência ou não, mas o que também é um facto é que a política é um antro de corrupção e de jogos de poderes e de interesses como não existe em mais lado algum. Então eu pensei se não será um motivo de orgulho as mulheres estarem em minoria no mundo da política. Será que se as mulheres dominassem a política, as coisas seriam diferentes?

Os cães também têm pesadelos!

Esta não sabia eu. Ora vejam só:



Eu não quero parecer mauzinho, mas se vocês soubessem o quanto eu me ri quando vi este vídeo!

terça-feira, 10 de março de 2009

Volto já!

Certamente já se aperceberam que aqui o tasco tem estado parado, nem tenho feito as habituais visitas aos vossos blogues. Tal se deve ao facto de andar bastante atrapalhado com o trabalho. As próximas 3 semanas vão ser agrestes, pelo que peço a vossa compreensão. A emissão segue, assim que for possível. Até breve.

terça-feira, 3 de março de 2009

Notícia do dia

Está bem que eu faço anos hoje, mas a notícia do dia é a seguinte:

Um amigo meu ficou sem combustível na rua das prostitutas, na Amadora... atrás do Continente!!! AHAHAHAH

Parabéns, Nuno!



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Óscares 2009

Se calhar é um problema meu, mas não consigo encontrar qualquer interesse na cerimónia dos Óscares! Muito honestamente, tenho alguma admiração pelas pessoas que ficam acordadas a noite inteira para ver uma coisa que não tem interesse algum (para mim, evidentemente)! A mim só interessa se gosto do filme ou não. Se ele ganhou 1 ou mais óscares é-me perfeitamente igual ao litro.

Aldeias de Xisto

Na segunda-feira fui passear. Para fugir um pouco à rotina e aproveitando a visita de um amigo meu, decidi ir visitar as aldeias serranas. Estas aldeias, há muito tempo abandonadas, caracterizam-se por terem as casas todas feitas em pedra de xisto, característica desta região e, por isso, estarem muito bem enquadradas na paisagem que as envolve. No entanto, o abandono a que as aldeias foram votadas terminou, ao ser desenvolvido um projecto que visa a reabilitação destas aldeias. Devo dizer que o resultado tem sido absolutamente extraordinário.

O maior problema reside nos acessos às aldeias. Por estarem localizadas no coração da serra, as únicas estradas existentes para lá chegar são as estradas florestais, em terra batida. Com as chuvas, as estradas não estão nas melhores condições, embora ainda sejam transitáveis. Só foi pena não ter levado a máquina fotográfica, mas também assim fica um certo mistério no ar e pode ser que a curiosidade vos leve a visitá-las. Garanto que não se vão arrepender.

Se quiserem saber mais, visitem este sítio.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Comportamentos que incomodam

Num dos blogues que costumo ler, a autora queixava-se de um comportamento incomodativo que afecta apenas e só os homens (e só alguns), que é o coçar os tomates. De facto, trata-se de um comportamento um bocado nojento e mal educado e que, portanto, causa algum incómodo, especialmente para quem assiste. Embora possa compreender a necessidade de coçar, devo dizer que a discrição nunca fez mal a ninguém, embora considere extremamente difícil (para não dizer impossível) disfarçar completamente uma coçadela. Não digo, por isso, para deixarem de se coçar mas, ao fazê-lo, que o façam quando estiverem sozinhos. É que assim, para além de se aliviarem, não ficam com má fama de terem micoses. Depois há uma outra associação que se faz ao "coçar os tomates", que tem a ver com aquelas pessoas que não têm mais nada que fazer. Acho isto estranho porque quando eu estou sem fazer nada não me costuma ocorrer coçar os tintins. Mas enfim, isso já vai de cada um. As razões para se arranhar o escroto também são várias e vão desde a certificação de que os tomates, efectivamente, continuam no sítio, passando pelo aconchegar dos tomates que, por qualquer motivo, se desajeitaram e terminando na inveja que se pretende causar às mulheres por elas não poderem fazer o mesmo.

Mas este comportamento não está sozinho na lista dos comportamentos nojentos e incomodativos. Depois de ler o tal blogue, fiz um apanhado de alguns desses comportamentos:
- Coçar os tomates;
- Coçar o cu - Para além de parecer mal, revela pouca higiene. Toda a gente sabe que um cu mal lavado causa comichão (e uma mancha castanha nas cuecas). Se coçar os tomates incomoda, coçar o rabo também;
- Tirar macacos do nariz - Especialmente quando a malta está parada num semáforo vermelho. Não sei dizer se a probabilidade de se tirar macacos do nariz aumenta quando o semáforo está vermelho ou não. Cá para mim, sempre que há necessidade de desobstruir as vias aéreas, lá vai o dedo ao nariz, independentemente de onde estivermos. O problema é que a probabilidade de se olhar para a pessoa ao lado quando se está parado num semáforo é muito maior e, por isso, o número de casos de pessoas a tirar macacos do nariz também é maior. Mas mais nojento do que tirar macacos do nariz é fazer uma bolinha e atirá-la pela janela, como se fosse um berlinde;
- Tirar a cera dos ouvidos com uma tampa de esferográfica ou com a unha grande do dedo mindinho - Sendo que os ouvidos são um órgão sensível, devemos ter todo o cuidado. Um desses cuidados passa por ter o canal auditivo limpo, para não passarmos por surdos. Pior é quando a limpeza é feita com recurso à tampa de uma esferográfica, fazendo dela uma autêntica espátula (aqui, faço referência às tampas das Bic, devido ao seu formato). Já não chega ver uma pessoa com a tampa de uma esferográfica espetada num ouvido, como ainda vê-la a escarafunchar e a rodar de modo a remover todas as impurezas. E depois, limpa-se a tampa a quê? Sim, porque ela não vai ali ficar com aquela cera toda agarrada! Há quem use antes a unha grande do dedo mindinho, o que na minha opinião é igualmente nojento. Em primeiro, porque o lixo acumula-se mais facilmente por baixo (as unhas devem estar curtas) e em segundo, porque ao ver uma unha grande no dedo mindinho quando todas as outras estão bem cortadinhas, já se adivinha para que é que serve.
- Cuspir para o chão - Se há comportamento que me incomoda, mais do que todos os anteriores juntos, é escarrar para o chão. Cuspir para o chão, antecedido daquele som a puxar a porcaria toda para a garganta é a coisa mais porca a que se pode assistir em público. Igualmente nojento, é ouvir aquele "RRRGGG" e depois não ouvir o "BDUF".

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Actualidades I

1. Bronca com a Igreja, outra vez. Depois do Papa ter dito há uns tempos atrás que era preciso muito cuidado por parte das mulheres que queiram casar com muçulmanos, desta vez foi a vez de D. Saraiva Martins vir dizer que a homossexualidade não é normal. Não que eu considere isto falso, mas quem é a Igreja para vir a público dizer o que é ou não normal? Será normal, também, negar os prazeres da carne como a Igreja exige que os padres façam? Será normal impedir que as mulheres celebrem missas, reservando essa opção exclusivamente aos homens, praticando, desta forma, a discriminação? Será normal condenar o uso do preservativo e vir depois condenar a eutanásia, porque isso vai contra a vontade de Deus? Se assim é, não seria normal a Igreja condenar todo e qualquer tratamento a pessoas doentes? Se as pessoas estão doentes é porque isso é a vontade de Deus! Partindo deste princípio, posso concluir que, para a Igreja, não está correcto o uso do preservativo para evitar a propagação da SIDA. Se nos infectamos com SIDA é porque será essa a vontade de Deus! Será isto normal?

2. Manuel Pinho, Ministro da Economia, deixou os deputados do parlamento à espera dele mais de uma hora. Tudo porque ele esteve de visita às obras da primeira fase da Barragem do Baixo Sabor, em Trás-os-Montes, da parte da manhã, e não conseguiu chegar a tempo para uma interpelação no Parlamento, à tarde. Problemas de não se ser omnipresente. O gajo não é nenhum Deus e, portanto, não tem essa capacidade. O problema maior, a meu ver, é que a reunião no Parlamento estava marcada já há várias semanas mas, pelo que parece, visitar obras, por mais importantes que sejam, é sempre mais importante. Não sei se isto é propaganda do Governo, mas que parece que é, parece.

3. Porque nem tudo são más notícias, os dados do desemprego não são tão maus quanto o que seria de esperar. Vamos a ver é se não embandeiram em arco e não começam já a lançar os foguetes antes da festa. Se, por um lado, a notícia não é tão má como seria de esperar, também não é tão boa assim que nos faça celebrar (os quase 500 000 desempregados que o digam). Cá para mim, ainda a procissão vai no adro. Relativamente a este assunto, é curioso ouvir o Primeiro-Ministro dizer que na construção da barragem estão envolvidos mais de 1000 trabalhadores de mais de 100 empresas e que é assim que se permite gerar emprego. Eu fico a pensar: E quando a barragem estiver concluída, como é que vai ser? Ah, já sei! É fácil, constrói-se um TGV!

4. O Ministro das Finanças Japonês demitiu-se. Parece que o senhor foi completamente bêbedo para uma conferência de imprensa. Ele diz que não, que só bebericou um bocadinho de vinho mas que, conjugado com uns medicamentos que andava a tomar para combater a gripe, teve o efeito que teve. Das duas uma: ou vinho não era vinho, ou o medicamento para combater a gripe não era medicamento para combater a gripe...

5. Segundo uma notícia no Expresso online, existe uma bebida muito popular na Índia (o gau jal), feita de urina de vaca!!! Segundo a notícia, o gau jal foi criado como uma alternativa saudável à Coca-Cola. Agora, querem exportar este refrigerante tão popular na Índia (espero que a garrafa seja completamente diferente de todas as outras, para que não haja confusões). Mais ainda: Segundo a mesma notícia, na Índia, o consumo de fezes de vaca é tido como normal e, nalgumas regiões, o xixi e o cocó de vaca são vendidos ao pé do leite e dos iogurtes! As mesmas matérias-primas são também utilizadas para fazer pastas dos dentes e bebidas tónicas. E eu que pensava que as vacas só davam leite e bons bifes. Depois desta notícia de merda, livrem-se de dizer mal dos chineses.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Black Ice

Ano após ano, todos os anos, a malta costuma fazer uma análise de como foi o ano que passou. Todos avaliam os aspectos positivos e negativos da sua vida, aquilo que correu bem e aquilo que correu mal. Descansem que não vai ser isso que eu vou fazer, até porque não tenho por hábito fazer esse tipo de balanços. Na verdade, nem sequer faço planos para o próximo ano. As coisas vão, simplesmente, acontecendo, independentemente das divisões de tempo que fazemos.

Este texto surge mais como uma opinião em jeito de sugestão a nível musical. Toda a gente, ou pelo menos grande parte das pessoas, não consegue viver sem música. Muita gente, esteja a estudar ou a trabalhar, tem sempre uma música de fundo, para ajudar a criar ambiente. Acho que o mundo, sem música, seria altamente depressivo. E porque a música consegue alterar o nosso estado de espírito, penso que ela tem uma grande importância e não deve ser menosprezada.

A nível de gostos musicais, devo dizer que sou um pouco esquisito, ou seja, não consumo tudo aquilo que as rádios nos "mostram". Músicas ditas comerciais, para mim, não têm grande valor e, talvez por isso, considere que os tempos áureos da música se situem entre os finais dos anos 70 e inícios dos anos 90 do século passado. Curiosamente, foi nesta altura que surgiram grandes bandas ou que grandes bandas atingiram o seu pico de fama, como os Queen, os Pink Floyd, entre outras, e que surgiram, também, aquelas músicas intemporais que, ainda hoje, se ouvem e que servem de inspiração aos músicos e bandas actuais. Lembro-me, por exemplo, de uma música relativamente recente, lançada pela Madona, onde era utilizado um sample de uma música dos ABBA! Mas adiante, que eu não quero fazer disto uma dissertação.

Serve este texto para dar a minha opinião sobre o último álbum dos AC/DC, lançado em Outubro de 2008, que se dá pelo nome de Black Ice. Há já algumas semanas que é o meu CD de eleição quando ando de carro. Fiel à sonoridade dos outros álbuns, arrisco dizer que, seguramente, este foi o melhor álbum de sempre dos AC/DC e o melhor álbum lançado em 2008. Composto por 15 músicas, ele explora muito bem a sonoridade das guitarras e a voz de Brian Johnson. Mas o melhor de tudo é que o álbum não se limita apenas a explorar estas vertentes. Ele fá-lo de um modo harmonioso e que soa bem ao ouvido (pelo menos, ao meu), ao contrário do que acontece, por exemplo, com o novo álbum dos Guns'n Roses (Chinese Democracy), que foi uma autêntica desilusão, já que não tem uma única música que se aproveite. Serve apenas para constatar que a voz de Axl Rose se mantém intacta. Mas isso, também o Black Ice faz, com a diferença de que neste, todas as músicas se aproveitam.