terça-feira, 5 de julho de 2011

A CP e a ligação Porto-Vigo

A CP anunciou o fim da ligação entre Porto e Vigo!!! Numa altura em que tanto se discute a construção de uma linha de TGV entre estas duas cidades, vem a CP com uma decisão destas!!! Pelos vistos, os estudos que foram efectuados e que davam esta linha de alta velocidade como sendo potencialmente lucrativa, afinal, não o será.
Depois das centenas de kms de linha férrea que a CP já encerrou, não me admira nada que, em breve, o serviço ferroviário em Portugal tenha este mapa:


Afinal de contas, cada vez mais, parece que Portugal é apenas Lisboa. E então no que diz respeito aos transportes públicos, esta afirmação é praticamente uma verdade absoluta!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Metro Mondego - Relato de uma Novela

Este texto serve para relatar a situação vergonhosa e inadmissível a que chegou a implementação do Sistema de Mobilidade do Mondego no Ramal da Lousã.
O Ramal da Lousã consiste numa linha ferroviária em bitola ibérica, que garante o transporte de passageiros (e, outrora, também de mercadorias) entre Serpins (Lousã) e Coimbra. A construção do Ramal da Lousã foi oficialmente anunciada por portaria no reinado de D. Luis, corria o ano de 1873. A ideia inicial seria a construção de uma ferrovia que ligasse Coimbra até Arganil, com a possibilidade de prolongá-la até à Covilhã, na Linha da Beira Baixa. Durante a construção do Ramal da Lousã, alguns problemas financeiros das empresas construtoras levaram a que as obras se prolongassem no tempo, tendo sido inaugurado, a 16 de Dezembro de 1906, o troço Coimbra-Lousã. Em 1907, começaram as obras que dariam continuidade ao Ramal, prolongando-o até Arganil. Todavia, este objectivo nunca veio a ser concretizado devido, novamente, a dificuldades financeiras, tendo as obras parado em Serpins, localidade onde hoje é o términus deste Ramal. Ainda assim, o corredor reservado para o Ramal da Lousã em direcção a Arganil continua por mais uns 5 kms, terminando num túnel inacabado, embora nunca tenham sido colocados carris neste troço. O troço Lousã-Serpins foi inaugurado apenas em 10 de Agosto de 1930! Até ao início de Dezembro de 2009, o transporte ferroviário entre Serpins e Coimbra fez-se ininterruptamente, através de locomotivas a vapor que deram, mais tarde, lugar às automotoras a diesel, servindo milhares de pessoas residentes nos concelhos da Lousã, Miranda do Corvo e Coimbra.

No início de Dezembro de 2009, o centenário Ramal da Lousã começou a ser desmantelado para dar lugar ao Sistema de Mobilidade do Mondego. O projecto baseia-se na mudança de bitola (distância entre carris) e electrificação da linha, de modo a substituir o transporte ferroviário pesado que, até então, se fazia através de automotoras a diesel por um metropolitano ligeiro de superfície. Pretendia-se, desta forma, aumentar a qualidade do serviço prestado às milhares de pessoas que usufruíam do transporte ferroviário de e para Coimbra. Em Janeiro de 2010, o Ramal da Lousã foi encerrado na sua totalidade, sendo que, a partir dessa data, o transporte dos passageiros passou a ser feito por autocarros. Entretanto, os carris continuavam a ser arrancados para dar lugar aos novos carris que iriam servir o Metropolitano Ligeiro de Superfície, um projecto que se previa estar concluído em 2011 ou, o mais tardar, em 2012.

A meio deste ano, com a aplicação do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), começou a temer-se que as obras entretanto iniciadas não iriam terminar nos prazos previstos. Recentemente, o Governo deu a entender a sua vontade em acabar com a Sociedade Metro Mondego, da qual é sócio maioritário, colocando em causa todo o projecto de implementação do Sistema de Mobilidade do Mondego. Ainda mais recentemente, veio a público uma ordem da REFER (empresa gestora do Ramal da Lousã e das obras que nele decorrem) dizendo para as empresas construtoras suspenderem as obras por alegada falta de dinheiro!!! Os receios de que as obras não iriam terminar dentro dos prazos previstos deu lugar aos receios de que as obras não iriam terminar, ponto final. Estaria, assim, colocado em causa o transporte dos passageiros através de uma ferrovia com mais de 100 anos!

Resumindo, o Governo destruiu uma infra-estrutura que funcionava (apesar de todas as suas debilidades). Alegando dificuldades devido à crise (o bode expiatório para tudo e mais alguma coisa), está a colocar em causa a reposição de um serviço que funcionava há mais de 100 anos! Isto seria o mesmo que o Governo demolir a ponte 25 de Abril para construir uma ponte melhor e, depois de deitada a ponte abaixo, não construir uma ponte nova! Ora, isto é inadmissível!!! Esta situação que se está a passar com o Metro Mondego deve ser fortemente noticiada para que Portugal inteiro veja e saiba o que se está a passar na região centro.

Existem muitos mais pormenores, todos eles importantes, sobre esta novela mas os pontos essenciais estão descritos neste texto. Algo tem de ser feito para que o transporte ferroviário seja reposto. O que é que vocês, leitores, têm a dizer acerca disto?

Links importantes sobre este assunto:

sábado, 16 de outubro de 2010

Adenda ao post anterior

A certeza de que não haverá, nunca, viagens no tempo, pode levar-nos (a mim leva) a questionar porquê?
  1. Porque, de facto, as viagens serão impossíveis de realizar?
  2. Porque a Humanidade foi destruída antes de as conseguir realizar?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

As viagens no tempo

Se há coisa de que eu tenho a certeza absoluta é de que no futuro, as viagens no tempo não serão possíveis. Perguntam-me como é que eu sei isto? Se fossem possíveis, não acham que alguém do futuro já nos tinha vindo fazer uma visita? Ora, se ainda não vieram, é porque não podem...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Constatação de um facto

Os bébés são umas autênticas máquinas de fazer cócó!!!

A explicação da odisseia feminina de ir em grupo à casa de banho!‏

Ontem recebi um e-mail onde é explicado o porquê de as mulheres irem (quase) sempre em grupo à casa de banho e o porquê de demorarem (quase) sempre bastante tempo. Como é evidente, eu não posso confirmar a veracidade desta explicação, mas até me parece bastante credível e, pelo sim pelo não, resolvi aqui partilhá-la, podendo estar, com isto, a efectuar um serviço público. Ora então, reza assim a história:
Por que é que as mulheres demoram tanto tempo quando vão à casa de banho?
O grande segredo de todas as mulheres a respeito da casa de banho é que, quando eras pequenina, a tua mamã levava-te à casa de banho, ensinava-te a limpar o tampo da sanita com papel higiénico e depois punha tiras de papel cuidadosamente no perímetro da sanita.
Finalmente instruía-te: "nunca, nunca te sentes numa casa de banho pública!" E depois ensinava-te a "posição", que consiste em balançar-te sobre a sanita numa posição de sentar-se sem que o teu corpo tenha contacto com o tampo.
"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, importante e necessária, que nos acompanha para o resto da vida. Mas ainda hoje, nos nossos anos de maioridade, "a posição" é dolorosamente difícil de manter, sobretudo quando a tua bexiga está quase a rebentar.
Quando *TENS* de ir a uma casa de banho pública, encontras uma fila enorme de mulheres que até parece que o Brad Pitt está lá dentro. Por isso, resignas-te a esperar, sorrindo amavelmente para as outras mulheres que também cruzam as pernas e os braços, discretamente, na posição oficial de "tou aqui, tou-me a mijar!".
Finalmente é a tua vez! E chega a típica "mãe com a menina que não aguenta mais" (a minha filhota já não aguenta mais, desculpe, vou passar à frente, que pena!). Então verificas por baixo de cada cubículo para ver se não há pernas. Estão todos ocupados.
Finalmente, abre-se um e lanças-te lá para dentro, quase derrubando a pessoa que ainda está a sair.
Entras e vês que a fechadura está estragada (está sempre!); não importa... Penduras a mala no gancho que há na porta... QUAAAAAL? Nunca há gancho!!Inspeccionas a zona, o chão está cheio de líquidos indefinidos e fétidos, e não te atreves a pousá-la lá, por isso penduras a mala no pescoço enquanto vês como balança debaixo de ti, sem contar que a alça te desarticula o pescoço, porque a mala está cheia de coisinhas que foste metendo lá para dentro, durante 5 meses seguidos, e a maioria das quais não usas, mas que tens no caso de...
Mas, voltando à porta... como não tinha fechadura, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto com a outra baixas as calças num instante e pões-te "na posição"...
AAAAHHHHHH... finalmente, que alívio... mas é aí que as tuas coxas começam a tremer... porque nisto tudo já estás suspensa no ar há dois minutos, com as pernas flexionadas, as cuecas a cortarem-te a circulação das coxas, um braço estendido a fazer força na porta e uma mala de 5 quilos a cortar-te o pescoço!
Gostarias de te sentar, mas não tiveste tempo para limpar a sanita nem a tapaste com papel; interiormente achas que não iria acontecer nada, mas a voz da tua mãe faz eco na tua cabeça *"nunca te sentes numa sanita pública"*, e então ficas na "posição de aguiazinha", com as pernas a tremer... e por uma falha no cálculo de distâncias, um finííííssimo fio do jacto salpica-te e molha-te até às meias!!
Com sorte não molhas os sapatos... é que adoptar "a posição" requer uma grande concentração e perícia.
Para distanciar a tua mente dessa desgraça, procuras o rolo de papel higiénico, maaaaaaaaaaas não hááááá!!! O suporte está vazio!
Então rezas aos céus para que, entre os 5 quilos de bugigangas que tens na mala, pendurada ao pescoço, haja um miserável lenço de papel... mas para procurar na tua mala tens de soltar a porta... ???? Duvidas um momento, mas não tens outro remédio. E quando soltas a porta, alguém a empurra, dá-te uma traulitada na cabeça que te deixa meio desorientada mas rapidamente tens de travá-la com um movimento rápido e brusco enquanto gritas OCUPAAAAAADOOOOOOOOO!!
E assim toda a gente que está à espera ouve a tua mensagem e já podes soltar a porta sem medo, ninguém vai tentar abri-la de novo (nisso as mulheres têm muito respeito umas pelas outras).
Encontras o lenço de papel!! Está todo enrugado, tipo um rolinho, mas não importa, fazes tudo para esticá-lo; finalmente consegues e limpas-te. Mas o lenço está tão velho e usado que já não absorve e molhas a mão toda; ou seja, valeu-te de muito o esforço de desenrugar o maldito lenço só com uma mão.
Ouves algures a voz de outra velha nas mesmas circunstâncias que tu "alguém tem um pedacinho de papel a mais?" Parva! Idiota!
Sem contar com o galo da marrada da porta, o linchamento da alça da mala, o suor que te corre pela testa, a mão a escorrer, a lembrança da tua mãe que estaria
envergonhadíssima se te visse assim... porque ela nunca tocou numa sanita pública, porque, francamente, tu não sabes que doenças podes apanhar ali, que até podes ficar grávida (lembram-se??).... Estás exausta! Quando páras já não sentes as pernas, arranjas-te rapidíssimo e puxas o autoclismo a fazer malabarismos com um pé, muito importante!
Depois lá vais pró lavatório. Está tudo cheio de água (ou xixi? lembras-te do lenço de papel...), então não podes soltar a mala nem durante um segundo, pendura-la no teu ombro; não sabes como é que funciona a torneira com os sensores automáticos, então tocas até te sair um jactozito de água fresca, e consegues sabão, lavas-te numa posição do corcunda de Notre Dame para a mala não resvalar e ficar debaixo da água.
Nem sequer usas o secador, é uma porcaria inútil, pelo que no fim secas as mãos nas tuas calças - porque não vais gastar um lenço de papel para isso - e sais...
Nesse momento vês o teu namorado, ou marido, que entrou e saiu da casa de banho dos homens e ainda teve tempo para ler um livro de Jorge Luís Borges enquanto te esperava.
"Mas por que é que demoraste tanto?" - pergunta-te o idiota.
"Havia uma fila enorme" - limitas-te a dizer.
E é esta a razão pela qual as mulheres vão em grupo à casa de banho, por solidariedade: uma segura-te na mala e no casaco, a outra na porta e a outra passa-te o lenço de papel debaixo da porta, e assim é muito mais fácil e rápido, pois só tens de te concentrar em manter "a posição" e *a dignidade*.
*Obrigada a todas por me terem acompanhado alguma vez à casa de banho e servir de cabide ou de agarra-portas! Passa isto aos desgraçados dos homens que sempre perguntam "querida, por que motivo demoraste tanto tempo na
casa de banho?" .... IDIOTAS!*

sábado, 3 de julho de 2010

Alguns apontamentos

Desde a última vez que aqui escrevi já muitas coisas aconteceram. Por exemplo:
  • Desde o dia 15 de Junho que sou um pai babado. Nos últimos dias, o meu passatempo tem sido limpar rabinhos e mudar fraldas;
  • A selecção de Espanha só conseguiu ganhar 1-0 a jogar contra apenas dois jogadores (Eduardo e Fábio Coentrão). Não percebo porque é que isso fez com que a selecção de Portugal tivesse sido eliminada se nem sequer jogou, mas pronto. Devem ser os novos regulamentos da FIFA;
  • Apareceu a moda (foleira) das vuvuzelas. Prefiro 30000 vezes a moda das bandeiras de Portugal nas janelas, independentemente se têm pagodes em vez de castelos, do que a porcaria das vuvuzelas. Ainda pensei que, com a eliminação de Portugal, elas se deixassem de ouvir, mas já constatei que estava enganado. Começo a acreditar que elas vieram para ficar;
  • Estalou a polémica em redor do Sistema de Mobilidade do Mondego por causa da implicação que o PEC terá no financiamento deste projecto (sobre isto falarei um dia destes);
  • E outras coisas que agora não me lembro.