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quinta-feira, 13 de maio de 2010

A visita do Papa

Eu juro que não vou escrever nada sobre a vinda do Papa a Portugal e muito menos tecer comentários ao histerismo das televisões que não passam mais nada a não ser Papa!!! Até apetece dizer uma asneira, mas como é pecado, não vou dizer...

quinta-feira, 18 de março de 2010

A morte

Este post pode ser bastante aterrorizador (e talvez polémico), ou não fosse ele sobre a morte. Podem estar sossegados, eu não estou com tendências suicidas nem com uma valente depressão. Apenas me apetece falar sobre esta... fatalidade!

A morte marca o fim absoluto de uma qualquer etapa. No caso que mais nos interessa, marca o final da nossa (sempre curta) existência. Embora haja quem considere que existe vida para além da morte e que a vida representa apenas uma etapa entre uma dimensão e outra, ainda nada foi provado. Ainda não há provas de que, depois de morrermos, passamos a existir doutra forma. É legítimo, por isso, pensar-se que a nossa morte significa a nossa partida definitiva e que nunca mais voltaremos a existir como um qualquer ser (seja a nível físico ou a nível espiritual). Confesso que isto me deixa aterrorizado. Nunca mais voltar a viver deixa-me completamente em pânico. Estas duas palavras ("nunca mais") representam tanto tempo que é impossível sequer imaginá-lo! Aliás, para o ser humano, o infinito é como que uma utopia. É um número impossível de atingir ou até de imaginar. Custa aceitar que, depois de morrermos, vamos ficar mortos por tempo infinito, ou ainda, vamos ficar mortos para sempre!!! À semelhança do "nunca mais", também o "para sempre" tem um tamanho tão grande que não conseguimos imaginá-lo. O conceito de infinito, por não ter uma dimensão imaginável, gera tanta controvérsia que é preferível arranjar qualquer desculpa que contorne esta nossa incapacidade do que tentar materializá-lo. É por causa desta incapacidade que o ser humano tem em imaginar o infinito (e, consequentemente, estar morto para sempre), que surgiram as religiões e crenças em entidades superiores (deuses), na vida para além da morte, etc. O ser humano não aceita que a sua morte seja o seu fim definitivo. Claro que, depois de morrermos, perdemos toda a consciência. Não sabemos que estamos mortos, não sentimos absolutamente nada, simplesmente deixamos de existir! Não é aterrorizador? Ai não que não é! Daí que é preferível acreditarmos que Deus existe e que, quando morrermos, vamos para o Céu.

Mesmo que não se arranjem desculpas que contornem o inexplicável, o infinito continua a ser extremamente desconcertante para o ser humano. Peguemos no Universo. Segundo a teoria actual, também o Universo é infinito. Isto obriga a colocar sucessivas questões, todas elas sem resposta satisfatória. Como é que uma coisa pode ser de tal forma grande que nunca acabe? Será que o universo não tem mesmo limites? Como é isso possível? E se tiver limites, o que é que existe para além desse limite? Outro universo? Quantos universos existem para além deste? Se no início de tudo (quando se deu o Big Bang) o Universo era bem mais pequeno do que até agora, até quando ele vai continuar a expandir-se? Que tamanho tem o espaço que dantes não era ocupado por nada e agora está ocupado pelo Universo que entretanto se expandiu? E o que é que existia antes do Big Bang? Há quanto tempo é que isso existia? Se o Universo tiver mesmo limite, para lá desse limite não existe nada? Como é que isso é possível? O limite do universo é como uma parede? Se não existe nada para além dessa parede, qual é a espessura dessa parede? Será que atrás dessa parede fica o Céu?

Como já alguém disse, o único ser vivo que tem consciência da sua morte, é também o único ser vivo que ri. Não é irónico?

terça-feira, 19 de maio de 2009

Procissões

Não sei se já sabem, mas aqui o Nuno toca trompete na banda da Sociedade Filarmónica Lousanense há já alguns anos. Na verdade, entrei na filarmónica quando tinha uns 13 anos, o que quer dizer que já lá ando há quase 17 anos. Às tantas já estão a dizer que eu devo ser doidinho, que 17 anos é muito tempo... Até podem ter razão e eu ser mesmo doidinho, mas quando se está numa coisa da qual gostamos imenso, o tempo não é importante e só é pena que passe a correr.

Bem, mas este texto não tem como objectivo descrever a minha vida enquanto músico filarmónico. O motivo pelo qual estou a escrever deve-se a uma constatação em jeito de dúvida que me assolou o espírito no passado domingo (17 de Maio). Todos os anos, na Lousã, existe uma enorme festa religiosa em honra de Nossa Senhora da Piedade, que move multidões! Esta festa tem início com a procissão que conduz a imagem de Nossa Senhora da Piedade das ermidas que estão junto ao castelo para a Igreja Matriz da Lousã e termina cerca de 1 mês depois com a procissão que conduz a mesma imagem da Igreja Matriz para as ermidas. No domingo passado houve uma procissão que percorre as principais ruas da vila, durante mais de duas horas! Ora, ao longo do percurso, pude ver várias colchas e toalhas penduradas nas janelas de algumas casas. Confesso que já tinha visto isto, mas nunca reflecti sobre isso! Não sei por que motivo as pessoas fazem isto. Aliás, no que diz respeito às procissões, há essencialmente duas coisas que me intrigam:
- Uma delas é este hábito de pendurar toalhas ou colchas nas janelas;
- A outra é as pessoas chorarem desalmadamente quando o andor de algum santo passa à frente delas.
Esta última até tem fácil explicação: as pessoas choram devido à enorme devoção que têm. Quanto a isto não tenho mais nada a dizer, apenas que aceito que cada um tenha as suas convicções e que acredite naquilo que bem entender. Respeito muito isso. Gostava era que me explicassem, se souberem, qual é a razão pela qual as pessoas penduram colchas e toalhas nas janelas quando passa uma procissão!