... Patinou! Não que eu fosse um grande fã dele, mas confesso que os primeiros sucessos dele foram um estrondo que, ainda hoje, se ouvem bastante bem. Embora com todas as suas excentricidades (mais do que exageradas), acabou por ser uma referência na música.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Rescaldo do VI Festival Internacional de Dixieland - Cantanhede 2009
Bem, estes 4 dias passados em Cantanhade foram qualquer coisa de extraordinário. Para além dos espectáculos que são isso mesmo, um espectáculo, o convívio com os outros músicos é extremamente enriquecedor, não só no que diz respeito à música, como a nível de experiências de vida e o contacto com outras culturas e outras maneiras de ver o mundo. Deixo-vos aqui um pequeno resumo do que foi este VI Festival Internacional de Dixieland.
1º dia:
2º dia:
Quanto ao facto do piano estar desafinado, tenho de dizer que não me surpreende, dadas as temperaturas que se vivem dentro da tenda. À noite, a temperatura até é agradável, mas durante o dia está um calor enorme lá dentro (e quem lá esteve a fazer o checksound soube o que isso era) e, portanto, é normal que o piano desafine um bocado. É ainda de referir que na tarde de sábado, quando fomos lá fazer o checksound para o concerto da noite, estava lá um senhor a afinar o piano...
Mas isto ainda não ficou por aqui, já que à tarde, quando se preparavam para fazer o checksound, não quiseram usar a bateria dos Dixie Gringos porque, supostamente, esta não servia. Devia ter umas peles diferentes das outras baterias ou qualquer coisa do género que fazia com que a bateria não fosse suficientemente boa para ela. Assim, ficaram à espera durante um bocado por uma bateria que estava quase a chegar mas que, sabe-se lá porquê, acabou por não chegar. Decidiram, então, usar a bateria que era dos Dixie Gringos sem pedir autorização. Valeu a boa vontade do baterista dos Dixie Gringos (Rui Lúcio).
3º dia:
No final dos concertos, houve lugar a mais uma jam session, onde se juntaram no palco vários músicos das bandas presentes no festival. Nada melhor do que acabar em grande uma noite excelente.
4º dia:
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Encontro de bandas filarmónicas em V. N. de Poiares
Hoje decidi recuar um bocadinho no tempo e regressar ao dia 1 de Maio de 2009. Neste dia, para além de ser feriado, foi especial por causa de um encontro de bandas que houve em Vila Nova de Poiares e para o qual a banda filarmónica onde toco foi convidada.
Não sei se sabem como é um encontro de bandas filarmónicas, mas certamente que já estão a imaginar do que é que se trata. Trata-se de um evento onde se juntam algumas bandas filarmónicas, no qual as bandas participantes fazem um pequeno concerto, antes ou depois de um desfile e, no final, tocam um ou dois temas em conjunto. No entanto, este encontro teve uma particularidade que acabou por distingui-lo de outros encontros. Para este, foram preparados alguns temas para tocar em conjunto. Qualquer coisa como 11 bandas filarmónicas e perto de 600 músicos a tocar é obra! Quem nunca assistiu a um evento destes, não pode imaginar a grandiosidade que é ouvir tantos músicos a tocar ao mesmo tempo.
Deixo-vos algumas fotos deste dia, só para que tenham uma pequena ideia do que foi este encontro de bandas:
sexta-feira, 12 de junho de 2009
VI Festival Internacional de Dixieland - Cantanhede
Por estes dias vou estar na capital do dixieland, que é como quem diz, no VI Festival Internacional de Dixieland, em Cantanhede. O evento já começou ontem e teve como cabeça de cartaz a cantora/actriz Lúcia Moniz, que cantou com os Dixieboys. Eu até era para lhe pedir um autógrafo, mas como ela também não me pediu um... Fiz-lhe o mesmo. Quem perdeu foi ela. Mas foi um espectáculo bonito, só foi pena ter cantado apenas 3 musiquitas. Mas também se compreende, já era tarde e a malta queria ir para a cama. E para hoje há mais. Consultem o programa e outras coisas em http://www.cm-cantanhede.pt/Dixieland/Home/.
sábado, 23 de maio de 2009
A Autoeuropa e a crise na indústria automóvel
Parece-me inquestionável que a indústria automóvel está a passar por uma crise (a tão falada crise), ao ver os números de carros vendidos constantemente a descer. Ora, se não se vendem carros, não vale a pena estar a construí-los, o que significa que as fábricas trabalhem apenas a uma percentagem das suas capacidades, com tudo o que isso implica (desde a supressão de turnos, diminuição do número de trabalhadores, etc.).Perante esta situação que é de excepção - e ao dizer excepção quero, com isto, dizer que esta situação não deverá ser permanente - julgo que devia haver uma maior flexibilidade e boa vontade por parte dos trabalhadores. E isto porquê? Porque são eles o elo mais fraco no meio disto tudo. Os administradores, esses, podem estar sossegadinhos (pelo menos, por enquanto) pois os seus postos de trabalho ainda não estão em risco, mas os trabalhadores, esses, estão na mó de baixo, como sempre. A razão deste post vem no seguimento das notícias que têm saído nos últimos dias, que colocam em causa o normal funcionamento da Autoeuropa. Com efeito, a produção nesta fábrica está a meio gás e, portanto, há ali um problema de excesso de recursos humanos para o trabalho que existe. Esta é, pelo menos, a explicação dada para a razão do problema. Para a resolução disto, existem várias soluções que estão a ser discutidas e, uma delas, passa por remunerar como um dia normal o trabalho ao sábado. Ou seja, na prática seria fazer com que o sábado passasse a ser um dia de trabalho como outro qualquer.
É claro que esta medida gera alguma controvérsia mas, na minha opinião, preferia trabalhar ao sábado recebendo como se fosse um dia de semana normal (comigo é isto que acontece - trabalho ao fim-de-semana de duas em duas semanas e não ganho mais por isso) do que sujeitar-me a ir para o desemprego. Dado que esta situação, como já referi, é de excepção e está relacionada com a crise económica mundial, sou de acreditar que, quando tudo isto estiver resolvido, a situação voltará ao normal. A questão é que, neste momento, estamos a atravessar dificuldades que devem ser combatidas e uma das formas de o fazer poderá passar por esta solução, eventualmente em conjugação com outras medidas. Poderá haver quem prefira receber subsídios sem ter que trabalhar, embora já alguém tenha dito que não é esse o desejo dos trabalhadores da Autoeuropa. Se, de facto, não é esse o desejo deles, acho que deviam ter mais em conta a situação grave por que a indústria automóvel está a passar (em especial a situação da Autoeuropa) para não virem, depois, lamentar-se de que foram para o desemprego e que, por isso, estão a passar dificuldades. Hoje não cedem um bocadinho, amanhã desloca-se a Autoeuropa para outro país e depois é ver tudo a chuchar no dedo por ter ficado sem trabalho.
Trazer à baila moralismos de que os administradores é que deviam baixar os seus salários e renunciar às suas regalias não resolve absolutamente nada. Embora seja pertinente falar nisso, julgo que a solução não passará por aí. Esta é apenas mais uma ideologia no meio de tantas outras que apenas serve para nos frustrar ainda mais. Hoje em dia não devemos pensar apenas no nosso bem-estar. Temos que pensar que o futuro poderá não ser risonho e, portanto, é de todo importante mostrar espírito de união. Os trabalhadores, como os administradores e todos aqueles que mandam na Autoeuropa (VW - Alemanha, por exemplo) estão juntos no mesmo barco. Os trabalhadores, se em vez de contribuirem para a resolução do problema passarem a ser parte do problema, não custará nada mandar a Autoeuropa para outro país. E quando isso acontecer, já será tarde demais para voltar atrás.
É claro que esta medida gera alguma controvérsia mas, na minha opinião, preferia trabalhar ao sábado recebendo como se fosse um dia de semana normal (comigo é isto que acontece - trabalho ao fim-de-semana de duas em duas semanas e não ganho mais por isso) do que sujeitar-me a ir para o desemprego. Dado que esta situação, como já referi, é de excepção e está relacionada com a crise económica mundial, sou de acreditar que, quando tudo isto estiver resolvido, a situação voltará ao normal. A questão é que, neste momento, estamos a atravessar dificuldades que devem ser combatidas e uma das formas de o fazer poderá passar por esta solução, eventualmente em conjugação com outras medidas. Poderá haver quem prefira receber subsídios sem ter que trabalhar, embora já alguém tenha dito que não é esse o desejo dos trabalhadores da Autoeuropa. Se, de facto, não é esse o desejo deles, acho que deviam ter mais em conta a situação grave por que a indústria automóvel está a passar (em especial a situação da Autoeuropa) para não virem, depois, lamentar-se de que foram para o desemprego e que, por isso, estão a passar dificuldades. Hoje não cedem um bocadinho, amanhã desloca-se a Autoeuropa para outro país e depois é ver tudo a chuchar no dedo por ter ficado sem trabalho.
Trazer à baila moralismos de que os administradores é que deviam baixar os seus salários e renunciar às suas regalias não resolve absolutamente nada. Embora seja pertinente falar nisso, julgo que a solução não passará por aí. Esta é apenas mais uma ideologia no meio de tantas outras que apenas serve para nos frustrar ainda mais. Hoje em dia não devemos pensar apenas no nosso bem-estar. Temos que pensar que o futuro poderá não ser risonho e, portanto, é de todo importante mostrar espírito de união. Os trabalhadores, como os administradores e todos aqueles que mandam na Autoeuropa (VW - Alemanha, por exemplo) estão juntos no mesmo barco. Os trabalhadores, se em vez de contribuirem para a resolução do problema passarem a ser parte do problema, não custará nada mandar a Autoeuropa para outro país. E quando isso acontecer, já será tarde demais para voltar atrás.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Procissões
Não sei se já sabem, mas aqui o Nuno toca trompete na banda da Sociedade Filarmónica Lousanense há já alguns anos. Na verdade, entrei na filarmónica quando tinha uns 13 anos, o que quer dizer que já lá ando há quase 17 anos. Às tantas já estão a dizer que eu devo ser doidinho, que 17 anos é muito tempo... Até podem ter razão e eu ser mesmo doidinho, mas quando se está numa coisa da qual gostamos imenso, o tempo não é importante e só é pena que passe a correr.
Bem, mas este texto não tem como objectivo descrever a minha vida enquanto músico filarmónico. O motivo pelo qual estou a escrever deve-se a uma constatação em jeito de dúvida que me assolou o espírito no passado domingo (17 de Maio). Todos os anos, na Lousã, existe uma enorme festa religiosa em honra de Nossa Senhora da Piedade, que move multidões! Esta festa tem início com a procissão que conduz a imagem de Nossa Senhora da Piedade das ermidas que estão junto ao castelo para a Igreja Matriz da Lousã e termina cerca de 1 mês depois com a procissão que conduz a mesma imagem da Igreja Matriz para as ermidas. No domingo passado houve uma procissão que percorre as principais ruas da vila, durante mais de duas horas! Ora, ao longo do percurso, pude ver várias colchas e toalhas penduradas nas janelas de algumas casas. Confesso que já tinha visto isto, mas nunca reflecti sobre isso! Não sei por que motivo as pessoas fazem isto. Aliás, no que diz respeito às procissões, há essencialmente duas coisas que me intrigam:
- Uma delas é este hábito de pendurar toalhas ou colchas nas janelas;
- A outra é as pessoas chorarem desalmadamente quando o andor de algum santo passa à frente delas.
Esta última até tem fácil explicação: as pessoas choram devido à enorme devoção que têm. Quanto a isto não tenho mais nada a dizer, apenas que aceito que cada um tenha as suas convicções e que acredite naquilo que bem entender. Respeito muito isso. Gostava era que me explicassem, se souberem, qual é a razão pela qual as pessoas penduram colchas e toalhas nas janelas quando passa uma procissão!
Bem, mas este texto não tem como objectivo descrever a minha vida enquanto músico filarmónico. O motivo pelo qual estou a escrever deve-se a uma constatação em jeito de dúvida que me assolou o espírito no passado domingo (17 de Maio). Todos os anos, na Lousã, existe uma enorme festa religiosa em honra de Nossa Senhora da Piedade, que move multidões! Esta festa tem início com a procissão que conduz a imagem de Nossa Senhora da Piedade das ermidas que estão junto ao castelo para a Igreja Matriz da Lousã e termina cerca de 1 mês depois com a procissão que conduz a mesma imagem da Igreja Matriz para as ermidas. No domingo passado houve uma procissão que percorre as principais ruas da vila, durante mais de duas horas! Ora, ao longo do percurso, pude ver várias colchas e toalhas penduradas nas janelas de algumas casas. Confesso que já tinha visto isto, mas nunca reflecti sobre isso! Não sei por que motivo as pessoas fazem isto. Aliás, no que diz respeito às procissões, há essencialmente duas coisas que me intrigam:- Uma delas é este hábito de pendurar toalhas ou colchas nas janelas;
- A outra é as pessoas chorarem desalmadamente quando o andor de algum santo passa à frente delas.
Esta última até tem fácil explicação: as pessoas choram devido à enorme devoção que têm. Quanto a isto não tenho mais nada a dizer, apenas que aceito que cada um tenha as suas convicções e que acredite naquilo que bem entender. Respeito muito isso. Gostava era que me explicassem, se souberem, qual é a razão pela qual as pessoas penduram colchas e toalhas nas janelas quando passa uma procissão!
Casamento do Rafa
Este fim-de-semana foi um pouco diferente do habitual. No sábado fui ao casamento do Rafa, um dos meus grandes amigos. Conheci o Rafa na escola preparatória, quando fui para o 5º ano. Fomos colegas no 5º e no 6º ano, entretanto separámo-nos e, mais tarde, talvez no 8º ou 9º ano voltámos a encontrar-nos. Companheiros de escola, tornámo-nos também grandes amigos, juntamente com outros colegas e, juntos, formamos uma espécie de irmandade. Eu, o Rafa, o Eliseu, o Vaz e o Eduardo. Sábado (16 de Maio de 2009) foi o dia em que o Rafa e a Nice decidiram juntar os trapinhos e, como tal, eu não poderia deixar de estar presente neste momento tão importante para eles. Faço votos de que sejam muito felizes.
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