sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Michael Jackson...

... Patinou! Não que eu fosse um grande fã dele, mas confesso que os primeiros sucessos dele foram um estrondo que, ainda hoje, se ouvem bastante bem. Embora com todas as suas excentricidades (mais do que exageradas), acabou por ser uma referência na música.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Rescaldo do VI Festival Internacional de Dixieland - Cantanhede 2009

Bem, estes 4 dias passados em Cantanhade foram qualquer coisa de extraordinário. Para além dos espectáculos que são isso mesmo, um espectáculo, o convívio com os outros músicos é extremamente enriquecedor, não só no que diz respeito à música, como a nível de experiências de vida e o contacto com outras culturas e outras maneiras de ver o mundo. Deixo-vos aqui um pequeno resumo do que foi este VI Festival Internacional de Dixieland.

1º dia:
À semelhança das edições anteriores do festival, houve concertos pelas várias freguesias e principais praças de Cantanhede. A ideia da organização é difundir e levar a mais pessoas este tipo de música e tentar não centralizar demasiado o festival. À minha banda calhou ir tocar na freguesia de Bolho. Estava bastante calor, mas o telheiro que lá estava deu bastante jeito, já que nos permitiu tocar à sombra. No final, tivemos direito a um bom lanche.

À noite, como cabeça de cartaz estava a Lúcia Moniz. Assim, a abrir os concertos na Tenda Dixie estiveram os checos Brass Band Rakovnik (o percussionista era um "ganda maluco").


A seguir subiram ao palco os franceses Les Zauto Stompers, depois os portugueses Dixinaza Jazz Band e, por fim, os também portugueses Dixie Boys. Foi com estes últimos que Lúcia Moniz cantou. Foi pena que só tenha cantado 3 músicas, a acabar os concertos da primeira noite. Para além de já ser muito tarde, acabou por saber a pouco.

2º dia:

A minha banda tocou em Cantanhede, na Praça Marquês de Marialva. Estava bastante mais gente a assistir ao concerto do que no dia anterior, no Bolho. À nossa volta havia montes de gente e isso é uma motivação extra para nós.


Mas este segundo dia ficou marcado pela triste figura que a Paula Oliveira fez, ao recusar-se a realizar o concerto com a banda Cottas Club Jazz Band, como estava programado, fazendo subir consigo ao palco, músicos que ela prórpia convidou. Perante o que se passou, pouco mais há dizer se não lamentar que haja pessoas que têm a mania que são vedetas e que pensam que podem fazer tudo aquilo que querem só porque acham que têm estatuto. Aquilo que se passou na 6ª feira foi realmente lamentável e mostrou claramente a artista que Paula Oliveira é (ou não). Triste foi também o espectáculo que ela deu, que em nada se assemelhou ao jazz tradicional, e que gerou algumas críticas entre alguns músicos participantes no festival. Lembro-me de ter visto alguns músicos de uma banda estrangeira a dormir enquanto a Paula actuava. E não fiquei nada surpreendido! Já agora, só uma pequena história engraçada do que se passou com a Paula Oliveira: no final da sua actuação, enquanto apresentava os músicos dela, referiu que o piano que se encontrava no palco estava um pouco desafinado e que o seu músico estava habituado a tocar num piano de cauda e aquele não tinha cauda. Enfim, tentou encontrar defeitos para não admitir que tudo tinha sido perfeito (teria sido tudo perfeito não fosse a sua atitude miserável). Logo a seguir, quando os apresentadores Raul Calado e José Duarte subiram ao palco, achei brilhante a intervenção de José Duarte ao dizer que vinha ali "em defesa dos pianos que, coitados, não têm cauda e não têm culpa nenhuma disso". Simplesmente hilariante!

Quanto ao facto do piano estar desafinado, tenho de dizer que não me surpreende, dadas as temperaturas que se vivem dentro da tenda. À noite, a temperatura até é agradável, mas durante o dia está um calor enorme lá dentro (e quem lá esteve a fazer o checksound soube o que isso era) e, portanto, é normal que o piano desafine um bocado. É ainda de referir que na tarde de sábado, quando fomos lá fazer o checksound para o concerto da noite, estava lá um senhor a afinar o piano...

Mas isto ainda não ficou por aqui, já que à tarde, quando se preparavam para fazer o checksound, não quiseram usar a bateria dos Dixie Gringos porque, supostamente, esta não servia. Devia ter umas peles diferentes das outras baterias ou qualquer coisa do género que fazia com que a bateria não fosse suficientemente boa para ela. Assim, ficaram à espera durante um bocado por uma bateria que estava quase a chegar mas que, sabe-se lá porquê, acabou por não chegar. Decidiram, então, usar a bateria que era dos Dixie Gringos sem pedir autorização. Valeu a boa vontade do baterista dos Dixie Gringos (Rui Lúcio).

Depois deste pequeno "atraso" no início da noite, foi a vez dos Dixie Gringos (de Coimbra) subirem ao palco para mostrar à Paula Oliveira o que era o Dixieland. Gostei particularmente de uma piada que eles mandaram, ao dizer que este ano o festival contava com a presença da Lúcia, da Jacinta... e que só não estava o Francisco mas estava a Paula Oliveira e que, talvez para o ano, lá estivessem mesmo os 3 pastorinhos. Ou seja, a Paula Oliveira deve ter saído de Cantanhede com as orelhas quentes.

Depois dos Dixie Gringos, vieram os New Orleans Dixielandband (austríacos, penso eu). Achei que o sousafonista abusava nos efeitos (semelhante às aceleradelas de uma mota), mas que não deixava de ser engraçado.


Por fim, os Cottas Club Jazz Band (do Bombarral) que deveriam tocar com a Paula e acabaram por tocar só eles. Havia algum receio da parte deles (e com razão) de que o concerto pudesse ser um fracasso, já que o concerto deles era suposto ser o ponto alto da noite e havia a hipótese disso não acontecer. Acabou por não acontecer, e o espectáculo foi bastante bom. No final do concerto houve uma jam session com alguns músicos participantes.

3º dia:

O sábado foi o dia que teve mais concertos, que começaram logo de manhã. Neste dia a minha banda só tocou na Tenda Dixie. À tarde, por volta das 16h, fomos para a tenda fazer uma sessão de sauna e aproveitámos também para fazer o checksound para o concerto da noite. Na minha opinião, esta foi a melhor noite do festival. Começou com a minha banda (Astedixie Jazz Band), que esteve em palco quase 1h.

Pode parecer que estou a ser convencido ao dizer que esta foi a melhor noite e que foi a noite em que a minha banda tocou na Tenda Dixie, mas a verdade é que os espanhóis Los Krokodillos, que tocaram a seguir, são uma banda absolutamente fantástica! O banjista deles (Mikha Violin) deixa-me completamente hipnotizado. O gajo toca que se desunha e até lhe disse que o nome dele estava errado, que devia ser Mikha Banjo.

O momento alto da noite estava reservado para o final, quando as Alice in Dixieland subiram ao palco. Esta banda destaca-se por ser formada inteiramente por mulheres, o que é raro ver no panorama do Jazz Tradicional. E já que se tratava de uma banda composta só por mulheres, quem melhor para fazer companhia do que a Jacinta? Aquela que é um ícone da música jazz em Portugal não deixou créditos por mãos alheias e deu um espectáculo incrível. Não foi um concerto de música dixieland no seu estado mais puro, mas foi bastante agradável!

No final dos concertos, houve lugar a mais uma jam session, onde se juntaram no palco vários músicos das bandas presentes no festival. Nada melhor do que acabar em grande uma noite excelente.
4º dia:

Último dia do festival. A minha banda foi tocar a Cadima às 11h30. Depois de uma noite que acabou quase de manhã, não foi fácil levantar cedo, mas lá conseguimos. Quem diz que dormir pouco faz mal deve estar enganado, pois o nosso concerto correu muito bem, com muita gente a assistir. No final do nosso concerto os músicos da banda filarmónica de Arazede ainda apareceram por lá. Cadima estava em festa e a Filarmónica de Arazede lá andava a fazer o seu serviço. Fez-me lembrar que eu ia faltar ao serviço que a banda filarmónica da Lousã tinha à tarde...

À tarde foi a street parade, que foi a apoteose do festival. Milhares de pessoas a assistir ao desfile das bandas e outros grupos. Nesta street parade, desfilam ainda carros e motas antigas, bandas filarmónicas, escolas de dança... É um espectáculo fabuloso e que, por isso, aparece sempre tanto público! No final, a jam session assistida por um mar de gente. Acho que nunca tinha visto tanta gente no festival de dixieland de Cantanhede como vi neste último dia. Foi absolutamente extraordinário.

Encontro de bandas filarmónicas em V. N. de Poiares

Hoje decidi recuar um bocadinho no tempo e regressar ao dia 1 de Maio de 2009. Neste dia, para além de ser feriado, foi especial por causa de um encontro de bandas que houve em Vila Nova de Poiares e para o qual a banda filarmónica onde toco foi convidada.

Não sei se sabem como é um encontro de bandas filarmónicas, mas certamente que já estão a imaginar do que é que se trata. Trata-se de um evento onde se juntam algumas bandas filarmónicas, no qual as bandas participantes fazem um pequeno concerto, antes ou depois de um desfile e, no final, tocam um ou dois temas em conjunto. No entanto, este encontro teve uma particularidade que acabou por distingui-lo de outros encontros. Para este, foram preparados alguns temas para tocar em conjunto. Qualquer coisa como 11 bandas filarmónicas e perto de 600 músicos a tocar é obra! Quem nunca assistiu a um evento destes, não pode imaginar a grandiosidade que é ouvir tantos músicos a tocar ao mesmo tempo.

Deixo-vos algumas fotos deste dia, só para que tenham uma pequena ideia do que foi este encontro de bandas:



sexta-feira, 12 de junho de 2009

VI Festival Internacional de Dixieland - Cantanhede

Por estes dias vou estar na capital do dixieland, que é como quem diz, no VI Festival Internacional de Dixieland, em Cantanhede. O evento já começou ontem e teve como cabeça de cartaz a cantora/actriz Lúcia Moniz, que cantou com os Dixieboys. Eu até era para lhe pedir um autógrafo, mas como ela também não me pediu um... Fiz-lhe o mesmo. Quem perdeu foi ela. Mas foi um espectáculo bonito, só foi pena ter cantado apenas 3 musiquitas. Mas também se compreende, já era tarde e a malta queria ir para a cama. E para hoje há mais. Consultem o programa e outras coisas em http://www.cm-cantanhede.pt/Dixieland/Home/.

sábado, 23 de maio de 2009

A Autoeuropa e a crise na indústria automóvel

Parece-me inquestionável que a indústria automóvel está a passar por uma crise (a tão falada crise), ao ver os números de carros vendidos constantemente a descer. Ora, se não se vendem carros, não vale a pena estar a construí-los, o que significa que as fábricas trabalhem apenas a uma percentagem das suas capacidades, com tudo o que isso implica (desde a supressão de turnos, diminuição do número de trabalhadores, etc.).

Perante esta situação que é de excepção - e ao dizer excepção quero, com isto, dizer que esta situação não deverá ser permanente - julgo que devia haver uma maior flexibilidade e boa vontade por parte dos trabalhadores. E isto porquê? Porque são eles o elo mais fraco no meio disto tudo. Os administradores, esses, podem estar sossegadinhos (pelo menos, por enquanto) pois os seus postos de trabalho ainda não estão em risco, mas os trabalhadores, esses, estão na mó de baixo, como sempre. A razão deste post vem no seguimento das notícias que têm saído nos últimos dias, que colocam em causa o normal funcionamento da Autoeuropa. Com efeito, a produção nesta fábrica está a meio gás e, portanto, há ali um problema de excesso de recursos humanos para o trabalho que existe. Esta é, pelo menos, a explicação dada para a razão do problema. Para a resolução disto, existem várias soluções que estão a ser discutidas e, uma delas, passa por remunerar como um dia normal o trabalho ao sábado. Ou seja, na prática seria fazer com que o sábado passasse a ser um dia de trabalho como outro qualquer.

É claro que esta medida gera alguma controvérsia mas, na minha opinião, preferia trabalhar ao sábado recebendo como se fosse um dia de semana normal (comigo é isto que acontece - trabalho ao fim-de-semana de duas em duas semanas e não ganho mais por isso) do que sujeitar-me a ir para o desemprego. Dado que esta situação, como já referi, é de excepção e está relacionada com a crise económica mundial, sou de acreditar que, quando tudo isto estiver resolvido, a situação voltará ao normal. A questão é que, neste momento, estamos a atravessar dificuldades que devem ser combatidas e uma das formas de o fazer poderá passar por esta solução, eventualmente em conjugação com outras medidas. Poderá haver quem prefira receber subsídios sem ter que trabalhar, embora já alguém tenha dito que não é esse o desejo dos trabalhadores da Autoeuropa. Se, de facto, não é esse o desejo deles, acho que deviam ter mais em conta a situação grave por que a indústria automóvel está a passar (em especial a situação da Autoeuropa) para não virem, depois, lamentar-se de que foram para o desemprego e que, por isso, estão a passar dificuldades. Hoje não cedem um bocadinho, amanhã desloca-se a Autoeuropa para outro país e depois é ver tudo a chuchar no dedo por ter ficado sem trabalho.

Trazer à baila moralismos de que os administradores é que deviam baixar os seus salários e renunciar às suas regalias não resolve absolutamente nada. Embora seja pertinente falar nisso, julgo que a solução não passará por aí. Esta é apenas mais uma ideologia no meio de tantas outras que apenas serve para nos frustrar ainda mais. Hoje em dia não devemos pensar apenas no nosso bem-estar. Temos que pensar que o futuro poderá não ser risonho e, portanto, é de todo importante mostrar espírito de união. Os trabalhadores, como os administradores e todos aqueles que mandam na Autoeuropa (VW - Alemanha, por exemplo) estão juntos no mesmo barco. Os trabalhadores, se em vez de contribuirem para a resolução do problema passarem a ser parte do problema, não custará nada mandar a Autoeuropa para outro país. E quando isso acontecer, já será tarde demais para voltar atrás.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Procissões

Não sei se já sabem, mas aqui o Nuno toca trompete na banda da Sociedade Filarmónica Lousanense há já alguns anos. Na verdade, entrei na filarmónica quando tinha uns 13 anos, o que quer dizer que já lá ando há quase 17 anos. Às tantas já estão a dizer que eu devo ser doidinho, que 17 anos é muito tempo... Até podem ter razão e eu ser mesmo doidinho, mas quando se está numa coisa da qual gostamos imenso, o tempo não é importante e só é pena que passe a correr.

Bem, mas este texto não tem como objectivo descrever a minha vida enquanto músico filarmónico. O motivo pelo qual estou a escrever deve-se a uma constatação em jeito de dúvida que me assolou o espírito no passado domingo (17 de Maio). Todos os anos, na Lousã, existe uma enorme festa religiosa em honra de Nossa Senhora da Piedade, que move multidões! Esta festa tem início com a procissão que conduz a imagem de Nossa Senhora da Piedade das ermidas que estão junto ao castelo para a Igreja Matriz da Lousã e termina cerca de 1 mês depois com a procissão que conduz a mesma imagem da Igreja Matriz para as ermidas. No domingo passado houve uma procissão que percorre as principais ruas da vila, durante mais de duas horas! Ora, ao longo do percurso, pude ver várias colchas e toalhas penduradas nas janelas de algumas casas. Confesso que já tinha visto isto, mas nunca reflecti sobre isso! Não sei por que motivo as pessoas fazem isto. Aliás, no que diz respeito às procissões, há essencialmente duas coisas que me intrigam:
- Uma delas é este hábito de pendurar toalhas ou colchas nas janelas;
- A outra é as pessoas chorarem desalmadamente quando o andor de algum santo passa à frente delas.
Esta última até tem fácil explicação: as pessoas choram devido à enorme devoção que têm. Quanto a isto não tenho mais nada a dizer, apenas que aceito que cada um tenha as suas convicções e que acredite naquilo que bem entender. Respeito muito isso. Gostava era que me explicassem, se souberem, qual é a razão pela qual as pessoas penduram colchas e toalhas nas janelas quando passa uma procissão!

Casamento do Rafa

Este fim-de-semana foi um pouco diferente do habitual. No sábado fui ao casamento do Rafa, um dos meus grandes amigos. Conheci o Rafa na escola preparatória, quando fui para o 5º ano. Fomos colegas no 5º e no 6º ano, entretanto separámo-nos e, mais tarde, talvez no 8º ou 9º ano voltámos a encontrar-nos. Companheiros de escola, tornámo-nos também grandes amigos, juntamente com outros colegas e, juntos, formamos uma espécie de irmandade. Eu, o Rafa, o Eliseu, o Vaz e o Eduardo. Sábado (16 de Maio de 2009) foi o dia em que o Rafa e a Nice decidiram juntar os trapinhos e, como tal, eu não poderia deixar de estar presente neste momento tão importante para eles. Faço votos de que sejam muito felizes.