quinta-feira, 15 de julho de 2010

Constatação de um facto

Os bébés são umas autênticas máquinas de fazer cócó!!!

A explicação da odisseia feminina de ir em grupo à casa de banho!‏

Ontem recebi um e-mail onde é explicado o porquê de as mulheres irem (quase) sempre em grupo à casa de banho e o porquê de demorarem (quase) sempre bastante tempo. Como é evidente, eu não posso confirmar a veracidade desta explicação, mas até me parece bastante credível e, pelo sim pelo não, resolvi aqui partilhá-la, podendo estar, com isto, a efectuar um serviço público. Ora então, reza assim a história:
Por que é que as mulheres demoram tanto tempo quando vão à casa de banho?
O grande segredo de todas as mulheres a respeito da casa de banho é que, quando eras pequenina, a tua mamã levava-te à casa de banho, ensinava-te a limpar o tampo da sanita com papel higiénico e depois punha tiras de papel cuidadosamente no perímetro da sanita.
Finalmente instruía-te: "nunca, nunca te sentes numa casa de banho pública!" E depois ensinava-te a "posição", que consiste em balançar-te sobre a sanita numa posição de sentar-se sem que o teu corpo tenha contacto com o tampo.
"A Posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, importante e necessária, que nos acompanha para o resto da vida. Mas ainda hoje, nos nossos anos de maioridade, "a posição" é dolorosamente difícil de manter, sobretudo quando a tua bexiga está quase a rebentar.
Quando *TENS* de ir a uma casa de banho pública, encontras uma fila enorme de mulheres que até parece que o Brad Pitt está lá dentro. Por isso, resignas-te a esperar, sorrindo amavelmente para as outras mulheres que também cruzam as pernas e os braços, discretamente, na posição oficial de "tou aqui, tou-me a mijar!".
Finalmente é a tua vez! E chega a típica "mãe com a menina que não aguenta mais" (a minha filhota já não aguenta mais, desculpe, vou passar à frente, que pena!). Então verificas por baixo de cada cubículo para ver se não há pernas. Estão todos ocupados.
Finalmente, abre-se um e lanças-te lá para dentro, quase derrubando a pessoa que ainda está a sair.
Entras e vês que a fechadura está estragada (está sempre!); não importa... Penduras a mala no gancho que há na porta... QUAAAAAL? Nunca há gancho!!Inspeccionas a zona, o chão está cheio de líquidos indefinidos e fétidos, e não te atreves a pousá-la lá, por isso penduras a mala no pescoço enquanto vês como balança debaixo de ti, sem contar que a alça te desarticula o pescoço, porque a mala está cheia de coisinhas que foste metendo lá para dentro, durante 5 meses seguidos, e a maioria das quais não usas, mas que tens no caso de...
Mas, voltando à porta... como não tinha fechadura, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto com a outra baixas as calças num instante e pões-te "na posição"...
AAAAHHHHHH... finalmente, que alívio... mas é aí que as tuas coxas começam a tremer... porque nisto tudo já estás suspensa no ar há dois minutos, com as pernas flexionadas, as cuecas a cortarem-te a circulação das coxas, um braço estendido a fazer força na porta e uma mala de 5 quilos a cortar-te o pescoço!
Gostarias de te sentar, mas não tiveste tempo para limpar a sanita nem a tapaste com papel; interiormente achas que não iria acontecer nada, mas a voz da tua mãe faz eco na tua cabeça *"nunca te sentes numa sanita pública"*, e então ficas na "posição de aguiazinha", com as pernas a tremer... e por uma falha no cálculo de distâncias, um finííííssimo fio do jacto salpica-te e molha-te até às meias!!
Com sorte não molhas os sapatos... é que adoptar "a posição" requer uma grande concentração e perícia.
Para distanciar a tua mente dessa desgraça, procuras o rolo de papel higiénico, maaaaaaaaaaas não hááááá!!! O suporte está vazio!
Então rezas aos céus para que, entre os 5 quilos de bugigangas que tens na mala, pendurada ao pescoço, haja um miserável lenço de papel... mas para procurar na tua mala tens de soltar a porta... ???? Duvidas um momento, mas não tens outro remédio. E quando soltas a porta, alguém a empurra, dá-te uma traulitada na cabeça que te deixa meio desorientada mas rapidamente tens de travá-la com um movimento rápido e brusco enquanto gritas OCUPAAAAAADOOOOOOOOO!!
E assim toda a gente que está à espera ouve a tua mensagem e já podes soltar a porta sem medo, ninguém vai tentar abri-la de novo (nisso as mulheres têm muito respeito umas pelas outras).
Encontras o lenço de papel!! Está todo enrugado, tipo um rolinho, mas não importa, fazes tudo para esticá-lo; finalmente consegues e limpas-te. Mas o lenço está tão velho e usado que já não absorve e molhas a mão toda; ou seja, valeu-te de muito o esforço de desenrugar o maldito lenço só com uma mão.
Ouves algures a voz de outra velha nas mesmas circunstâncias que tu "alguém tem um pedacinho de papel a mais?" Parva! Idiota!
Sem contar com o galo da marrada da porta, o linchamento da alça da mala, o suor que te corre pela testa, a mão a escorrer, a lembrança da tua mãe que estaria
envergonhadíssima se te visse assim... porque ela nunca tocou numa sanita pública, porque, francamente, tu não sabes que doenças podes apanhar ali, que até podes ficar grávida (lembram-se??).... Estás exausta! Quando páras já não sentes as pernas, arranjas-te rapidíssimo e puxas o autoclismo a fazer malabarismos com um pé, muito importante!
Depois lá vais pró lavatório. Está tudo cheio de água (ou xixi? lembras-te do lenço de papel...), então não podes soltar a mala nem durante um segundo, pendura-la no teu ombro; não sabes como é que funciona a torneira com os sensores automáticos, então tocas até te sair um jactozito de água fresca, e consegues sabão, lavas-te numa posição do corcunda de Notre Dame para a mala não resvalar e ficar debaixo da água.
Nem sequer usas o secador, é uma porcaria inútil, pelo que no fim secas as mãos nas tuas calças - porque não vais gastar um lenço de papel para isso - e sais...
Nesse momento vês o teu namorado, ou marido, que entrou e saiu da casa de banho dos homens e ainda teve tempo para ler um livro de Jorge Luís Borges enquanto te esperava.
"Mas por que é que demoraste tanto?" - pergunta-te o idiota.
"Havia uma fila enorme" - limitas-te a dizer.
E é esta a razão pela qual as mulheres vão em grupo à casa de banho, por solidariedade: uma segura-te na mala e no casaco, a outra na porta e a outra passa-te o lenço de papel debaixo da porta, e assim é muito mais fácil e rápido, pois só tens de te concentrar em manter "a posição" e *a dignidade*.
*Obrigada a todas por me terem acompanhado alguma vez à casa de banho e servir de cabide ou de agarra-portas! Passa isto aos desgraçados dos homens que sempre perguntam "querida, por que motivo demoraste tanto tempo na
casa de banho?" .... IDIOTAS!*

sábado, 3 de julho de 2010

Alguns apontamentos

Desde a última vez que aqui escrevi já muitas coisas aconteceram. Por exemplo:
  • Desde o dia 15 de Junho que sou um pai babado. Nos últimos dias, o meu passatempo tem sido limpar rabinhos e mudar fraldas;
  • A selecção de Espanha só conseguiu ganhar 1-0 a jogar contra apenas dois jogadores (Eduardo e Fábio Coentrão). Não percebo porque é que isso fez com que a selecção de Portugal tivesse sido eliminada se nem sequer jogou, mas pronto. Devem ser os novos regulamentos da FIFA;
  • Apareceu a moda (foleira) das vuvuzelas. Prefiro 30000 vezes a moda das bandeiras de Portugal nas janelas, independentemente se têm pagodes em vez de castelos, do que a porcaria das vuvuzelas. Ainda pensei que, com a eliminação de Portugal, elas se deixassem de ouvir, mas já constatei que estava enganado. Começo a acreditar que elas vieram para ficar;
  • Estalou a polémica em redor do Sistema de Mobilidade do Mondego por causa da implicação que o PEC terá no financiamento deste projecto (sobre isto falarei um dia destes);
  • E outras coisas que agora não me lembro.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A visita do Papa

Eu juro que não vou escrever nada sobre a vinda do Papa a Portugal e muito menos tecer comentários ao histerismo das televisões que não passam mais nada a não ser Papa!!! Até apetece dizer uma asneira, mas como é pecado, não vou dizer...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Anúncio mais parvo!

Sou só eu que acha que este anúncio é a coisa mais parva que alguma vez se fez em publicidade? LOL

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ainda a chuva...

A Primavera já chegou e o sol voltou a ir embora. Se a sabedoria popular estiver certa, "em Abril, águas mil"... Eu era capaz de dizer que isto assim já começa a ser uma seca, mas parece-me que esta expressão fica completamente descontextualizada.

quinta-feira, 18 de março de 2010

A morte

Este post pode ser bastante aterrorizador (e talvez polémico), ou não fosse ele sobre a morte. Podem estar sossegados, eu não estou com tendências suicidas nem com uma valente depressão. Apenas me apetece falar sobre esta... fatalidade!

A morte marca o fim absoluto de uma qualquer etapa. No caso que mais nos interessa, marca o final da nossa (sempre curta) existência. Embora haja quem considere que existe vida para além da morte e que a vida representa apenas uma etapa entre uma dimensão e outra, ainda nada foi provado. Ainda não há provas de que, depois de morrermos, passamos a existir doutra forma. É legítimo, por isso, pensar-se que a nossa morte significa a nossa partida definitiva e que nunca mais voltaremos a existir como um qualquer ser (seja a nível físico ou a nível espiritual). Confesso que isto me deixa aterrorizado. Nunca mais voltar a viver deixa-me completamente em pânico. Estas duas palavras ("nunca mais") representam tanto tempo que é impossível sequer imaginá-lo! Aliás, para o ser humano, o infinito é como que uma utopia. É um número impossível de atingir ou até de imaginar. Custa aceitar que, depois de morrermos, vamos ficar mortos por tempo infinito, ou ainda, vamos ficar mortos para sempre!!! À semelhança do "nunca mais", também o "para sempre" tem um tamanho tão grande que não conseguimos imaginá-lo. O conceito de infinito, por não ter uma dimensão imaginável, gera tanta controvérsia que é preferível arranjar qualquer desculpa que contorne esta nossa incapacidade do que tentar materializá-lo. É por causa desta incapacidade que o ser humano tem em imaginar o infinito (e, consequentemente, estar morto para sempre), que surgiram as religiões e crenças em entidades superiores (deuses), na vida para além da morte, etc. O ser humano não aceita que a sua morte seja o seu fim definitivo. Claro que, depois de morrermos, perdemos toda a consciência. Não sabemos que estamos mortos, não sentimos absolutamente nada, simplesmente deixamos de existir! Não é aterrorizador? Ai não que não é! Daí que é preferível acreditarmos que Deus existe e que, quando morrermos, vamos para o Céu.

Mesmo que não se arranjem desculpas que contornem o inexplicável, o infinito continua a ser extremamente desconcertante para o ser humano. Peguemos no Universo. Segundo a teoria actual, também o Universo é infinito. Isto obriga a colocar sucessivas questões, todas elas sem resposta satisfatória. Como é que uma coisa pode ser de tal forma grande que nunca acabe? Será que o universo não tem mesmo limites? Como é isso possível? E se tiver limites, o que é que existe para além desse limite? Outro universo? Quantos universos existem para além deste? Se no início de tudo (quando se deu o Big Bang) o Universo era bem mais pequeno do que até agora, até quando ele vai continuar a expandir-se? Que tamanho tem o espaço que dantes não era ocupado por nada e agora está ocupado pelo Universo que entretanto se expandiu? E o que é que existia antes do Big Bang? Há quanto tempo é que isso existia? Se o Universo tiver mesmo limite, para lá desse limite não existe nada? Como é que isso é possível? O limite do universo é como uma parede? Se não existe nada para além dessa parede, qual é a espessura dessa parede? Será que atrás dessa parede fica o Céu?

Como já alguém disse, o único ser vivo que tem consciência da sua morte, é também o único ser vivo que ri. Não é irónico?